segunda-feira, 25 de maio de 2026

Reflexões sobre o futebol 8

Conforme abordado no título “Reflexões sobre o futebol 1” Os torcedores sempre querem que seus times ganhem todas o tempo todo. O emprego e a sobrevida profissional dos técnicos e dirigentes dependem necessariamente do desempenho do clube em campo. O futebol Sul Americano tem concentrado demasiado poder de barganha a poucos empresários que gerenciam muitos craques e jogadores de alto nível. Estes grandes empresários se tornam fortes à medida que trocam favores com os grandes clubes que precisam dar uma resposta positiva para a sua torcida, que, como mencionado anteriormente não suporta que o seu time do coração nem empate. Isto também se reflete nas seleções da América do Sul e na imprensa esportiva. Tolo e ingênuo é o fã de futebol que acha que a imprensa esportiva trabalha pelo desenvolvimento do futebol. Ela trabalha pela audiência. O futebol, na verdade, é parte integrante de uma sociedade concentradora e elitista. O Rio de Janeiro e São Paulo são detentores dos dois maiores PIBs Brasileiros (São Paulo 3,5 Bilhões ou 31% do PIB Brasileiro e Rio de Janeiro com 11% do PIB Brasileiro). Em um raciocínio simplista, mas objetivo, os dois estados detêm 42% do PIB da nação. Isto é muita coisa! Como os dois maiores clubes brasileiros são Flamengo e Corinthians, as atenções da mídia normalmente estão voltadas para estes dois clubes. É interessante pensarmos que os problemas do futebol Brasileiro são repetitivos e recorrentes. É interessante também pensarmos que quanto maior o favorecimento destes clubes maior é a cobrança sobre os mesmos. Quanto maior o favorecimento de determinados clubes menor é o interesse internacional pelo “produto” transmissão deste mesmo campeonato. Quanto mais favorecemos jogadores sob contrato de determinados clubes em detrimento de outros jogadores com maior qualidade técnica que ficam de fora da copa do Mundo por não serem de terminados clubes maior a probabilidade de fiasco da seleção em um mundial. Quanto maior a concentração de investimentos em determinados clubes maior o desejo de jovens jogadores a integrar estes elencos e/ou sair para ligas mundiais com maior visibilidade. Seleções sérias procuram o futebol produtivo, relacionando a “nata” do futebol nacional. São convocados os jogadores com maior qualidade técnica e que estejam em 100% de sua forma física. São convocados jogadores que, subordinados ao treinador e ao seu comando aceitam serem reservas em ocasiões em que se fazem necessárias mudanças táticas em função de adversários. A convocação de jogadores em função de seu histórico e passado glorioso já levou algumas seleções ao fracasso. Escolhas pessoais de treinadores em função de suas relações interpessoais, cortes de jogadores devido a posicionamentos políticos e convocações de jogadores em função de patrocinadores e da mídia, que manipulando a opinião dos torcedores favorecem a determinados jogadores são práticas recorrentes. Pelo que se percebe, o futebol arte é o grande perdedor destas mazelas e desmandos. Não me considero um mestre de nada, apenas gosto de expor minhas convicções me baseando em fatos relevantes e em opiniões advindas destes fatos. Existe uma máxima no futebol que diz que “o futebol é jogado e o lambari é pescado”. Apesar de não acreditar, vou torcer para a seleção Brasileira por força da paixão e do patriotismo, mas ela não me inspira confiança por compara-la a outras seleções com jogadores mais qualificados em todo o elenco, por terem melhor entrosamento e por serem melhor conhecidas por seus treinadores.

sexta-feira, 22 de maio de 2026

Informação, censura, omissão, conceito e pré-conceito 3

Quando você tem relações respeitosas e democráticas você sim é fonte de informação para as outras pessoas. Você não precisa ser uma pessoa séria o tempo todo, apenas aprenda a escolher os momentos em que se deve falar seriamente e quando se deve ser jocoso. A formação pessoal e cultural das pessoas, quando analisadas em âmbito social, são a base da formação cultural do coletivo. Comportamentos padrão podem movimentar uma sociedade de uma tal forma que fomente até mesmo o turismo e a economia desta mesma sociedade. Saber fazer a leitura de acontecimentos e fatos fazem com que a administração pública tire proveito destes mesmos acontecimentos para o incentivo ao turismo. Políticas públicas voltadas ao turismo dependem necessariamente das informações comportamentais e sociais da população. Toda informação cultural e turística deverá ser amalgamada de forma sinérgica e promover efetivamente uma otimização econômica e cultural. Os agentes econômicos e políticos reverberando os anseios e tradições da sociedade promovem mais que o bem-estar sócio/econômico, promovem qualidade de vida. Para isto fazem se mister as escolhas eleitorais e, por conseguinte, as escolhas destes administradores para pastas culturais, econômicas e turísticas. A sinergia entre estas pastas é um importante instrumento catalizador de crescimento e desenvolvimento. É interessante você analisar que comportamentos culturais, gastronômicos e sociais alimentam os conceitos sobre determinada sociedade. Estes conceitos, quando bem administrados se transformam em informações úteis para políticas públicas e para os investimentos da iniciativa privada. A sociedade como mola mestra da economia e da cultura promove o seu autodesenvolvimento, sem pré-conceitos e censuras, apenas movimentos sociais, culturais e econômicos. A satisfação individual, se transforma em satisfação coletiva e que, por sua vez, aumenta a receptividade desta mesma população aos turistas e/ou novos moradores. Voltando a um conceito reverberado por este blog que é o “Homo Motus”, uma população satisfeita pessoalmente se constitui em uma população mais receptiva e acolhedora. Uma população segregada e inferiorizada tende a ser segregadora e classista. Lembre-se que a democracia não é um valor inerente ao ser humano, é um valor aprendido socialmente. Tendemos sempre a supervalorizarmos o nosso entorno e segregarmos o restante. Portanto, é fundamental que a população esteja feliz e satisfeita para que a aceitação do outro seja mais acessível. E isto vale também para quem chega a algum lugar. É importante conhecer a cultura e o “modus operandi” da sociedade à qual estamos visitando. O respeito às tradições e costumes se fazem necessários na hora do inter-relacionar. É como em uma negociação, ceder em partes para que o outro ceda em outras tornando o relacionamento mais construtivo. Informação e conceito a serviço do social. Não chegue em nenhum lugar impondo, chegue sim mostrando a sua cultura e o seu comportamento e esteja aberto à cultura e ao comportamento local e as críticas advindas desta exposição. Não imponha a quem chega o comportamento local. Sejamos sempre complacentes e ao mesmo tempo autênticos. A transparência e a simpatia deverão prevalecer no final de tudo.

domingo, 8 de março de 2026

Informação, censura, omissão, conceito e pré-conceito 2

Uma informação que não pode te faltar, “se a humanidade fosse uma entidade evolutiva ela seria perfeita. Em milhares de anos reverberamos conceitos e preconceitos, repetindo erros do passado que poderiam simplesmente serem esquecidos. Não aprendemos com os erros dos outros simplesmente por que não somos “Homo Sapiens”, somos “Homo Motus”. Nem sempre conhecer os conceitos nos remete ao aprendizado. O Músico Beto Guedes já dizia, “(...) a lição sabemos de cor só nos resta aprender (..)”. Não se culpe pelas suas falhas e imperfeições, elas são o fruto da interação entre sentimentos e racionalidades, entre o sentir, o pensar e o agir. Não fique tentando traçar explicações lógicas de coisas que você fez ou deixou de fazer. Os nossos medos são frutos da nossa vivência, da nossa experiência pessoal. Assim como ocorreu ao longo da história da Humanidade, a nossa história reflete as nossas experiências pessoais, os conceitos que nos sãos ensinados e as observações que fazemos na vida. Os conceitos do que é certo ou errado, justo e injusto, valorizado e sem importância são conceitos que devem ser mutáveis e se flexibilizar de acordo com os momentos que vivemos. Não é errado não ter opinião formada sobre alguma coisa. Não somos obrigados a entender de tudo. O fenômeno da globalização nos apresenta realidades as quais desconhecemos, que são fruto de cotidianos que não vivemos. Não podemos formalizar conceitos e opiniões sobre realidades as quais são desconhecidas por nós, é algo tão natural como sobreviver. Respeite a realidade do outro para ter a sua realidade respeitada. O respeito sempre foi e sempre será uma via de mão dupla. Quando você se sentir desrespeitado por alguém e sentir que está sendo injustiçado, repense a presença desta pessoa, independente da relação social que esta pessoa tem em sua vida. Repense o que falar com esta pessoa. Repense o seu agir também. Tudo que você observa à distância você tem uma visão ampliada e mais abrangente do que a visão que você tem quando está muito próximo. Na censura de omissão você deixa de se expressar devido ao comportamento e natureza do outro. Você mantém a relação amistosa com a pessoa, apenas não se expõe a ela em sua totalidade. Pense que você é mais útil como exemplo do que como “expositor de ideias e ideais”. Trabalhe a sua fala seletiva e pense bem o que falar, com quem falar e a hora de falar, ou seja, pense mais do que fale. Pense nestas duas reflexões. “Seja a base” e “Fale somente quando solicitado”. Estes são temas abordados neste bolg.

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Pense leve, viva leve 8

A vida me redirecionou em alguns pontos. No artigo “Pense leve, viva leve 1” eu escrevi “(...) em época de investimento, procurar novos sabores e novos prazeres. ” O erro está em consumir como se não houvesse amanhã. Se a época for de sobras ou se você receber alguma soma inesperada de dinheiro, guarde alguma soma de dinheiro para os períodos difíceis que infelizmente virão. Isto não significa não satisfazer a demanda por novos sabores e prazeres, apenas lembrar que um pouco de precaução não faz mal a ninguém. Estabeleça algum trabalho filantrópico ou dedique algum tempo ao outro. No artigo “Pense leve, viva leve 2”, em seu final, eu escrevi “(...) Quanto mais fazemos a nossa parte, mais sobra para que seja distribuído ao outro que não tem. E isto é válido também para a melhora na nossa qualidade de vida. Se o mundo fosse eficaz, ele seria mais feliz e justo. ” Esta frase vem a corroborar com o pensamento anterior, ou seja, estabelecer uma meta filantrópica faz bem a todos. Se você recebe alguma verba pública ou benefício social por merecimento, isto não é demérito, nem uma vergonha, apenas trabalhe para que, em um futuro, quando as suas finanças se reestabelecerem e/ou se equilibrarem você deixe esta verba pública, este benefício social para um outro que precise mais. No artigo “Pense leve, viva leve 3” eu escrevi “(...). Nossas relações devem ser sempre respeitosas e transparentes. ” No momento em que eu escrevi este artigo eu não levei em consideração a maldade humana, não avaliei que devemos ser transparentes apenas com quem merece que sejamos. A nossa informação é um tesouro que deve ser partilhado/compartilhado com quem merece e/ou faz por merecer e a nossa privacidade é um tesouro para poucos. “Levar a vida de forma leve é isso, é tratar o outro da mesma forma que você gostaria de ser tratado, é prestigiar o outro com as informações que o fazem melhor pelo simples fato de tornar o outro melhor. ” (Pense leve, viva leve 4). Mais uma ingenuidade da minha parte. Nem sempre as pessoas querem o que é melhor para elas. Este “prestigio” pode se tornar uma fonte de discórdia se o outro simplesmente não tem noção, ou não quer ter a noção, do que é melhor para ele. Mais vivido hoje em dia eu recomendo o silêncio quando você perceber que a pessoa está se prejudicando de forma voluntária. Ajude a quem quer ser ajudado. Se relacione com pessoas positivas e procure ser feliz com aquilo que você acredita e pensa. A evolução é um estágio ao qual nem todos estão preparados ou procurando. Agregue em seu entorno pessoas com mais afinidades com você e os seus conceitos e “modus vivendi”. Se afaste de pessoas negativas e/ou tóxicas, que não te respeitam, independente de consanguinidade. Agregue em seu entorno pessoas confiáveis e que, além de te respeitarem, agreguem valor e qualidade à sua vida. A vida é muito curta para ser compartilhado com quem não merece. Faça uma jornada para dentro de você mesmo procurando o que é melhor para o seu equilíbrio mente x coração. Ouça seus instintos e procure a sua felicidade dentro de você. Se você se ouvir, você encontrará dentro de você as respostas de que você precisa.