quinta-feira, 11 de junho de 2026

Uma paixão chamada música 3

O capitalismo nos impõem cotidianos difíceis e nos remete ao estres e à fadiga física e psicológica. Uma boa alternativa a estes problemas é a música. Aprender um instrumento musical, tocar por prazer, confraternizar com outras pessoas que também tocam instrumentos pode ser uma boa válvula de escape a estes problemas. Você conhecer as notas musicais e as escalas pode definir um momento de laser e descontração único em sua vida. Grandes compositores e interpretes constroem seus trabalhos de duas formas. Reproduzindo obras consagradas ou improvisando em “jam sessions” para relaxar e produzir coisas de qualidade. Neste momento podemos separar os músicos em dois grandes grupos, os inovadores e os tradicionais. Os inovadores encaram a música como algo emocional, ligada aos sentimentos do momento. Eles vão produzir/ouvir de acordo com o sentimento do momento. Isto nos remete a uma variedade de estilos e músicas diferentes. Isto acaba por ser um link para novas descobertas e novas formas de se ver a música. Os tradicionais elegem um estilo como definitivo e melhor a se produzir/ouvir e em cima dele produz tudo o que ele pensa em termos musicais. Apesar de parecerem antagônicos nada impede o tradicional de curtir o trabalho do inovador e vice-versa. A questão seria a de tocarem juntos. Talvez isto não ocorra. Os tradicionais sempre procuram a sua “zona de conforto” enquanto os inovadores adoram ser desafiados a estar em um meio mais eclético e a sempre procurar por alternativas que o desafiem. Podemos dizer que, em linhas gerais, o tradicional é mais dogmático e o inovador menos dogmático. É interessante salientar que, apesar de ser dogmático, o tradicional consegue, dentro do seu estilo, ser criativo. No final das contas ele consegue fazer e tocar música que se encaixa na satisfação, tanto de quem executa quanto de quem ouve. Uma banda, por exemplo, que tem um som conhecido e está a algum tempo na ativa. Ela sabe que cria uma certa expectativa junto ao público quando anuncia que está gravando algo novo. É um frisson tanto para quem ouve, quanto para quem produz. Esta coisa de tradicional e inovador se repercute também no lado dos ouvintes. Alguns artistas, que vivem de música, gravam músicas em que fogem da “linha musical” produzida pela banda e veem uma repercussão negativa por parte do público mais fiel e as vezes veem o surgimento de novos fãs que se enquadram em outros estilos musicais. Alguns artistas produzem músicas “fora da curva” e depois voltam ao seu “nicho” sem perder a compostura nem a qualidade. É isto aí! A música é um universo paralelo, com vida própria, que nos emociona e diverte. É um balsamo terapêutico que faz a nossa vida maior e melhor. A música é a maior e melhor magia humana!