terça-feira, 17 de novembro de 2015
Democracia, uma conquista 1
Quando vemos as democracias europeias não pensamos o quão penoso e dolorido foi à chegada, por parte dos europeus, a este estágio social. Revoluções, guerras civis, guerras entre nações, todo tipo de violência. Nenhuma nação nasceu democrática, todas, sem exceção, lutaram por ela. O ser humano, ao longo da história, sempre foi competitivo. A democracia é um valor mutável, particular e evolutivo. Nunca deve se impor um modelo de democracia a ninguém! O livre arbítrio, que está contido dentro da democracia, deve ser respeitado, por mais que discordemos de qualquer atitude ou valores do outro. Do mesmo jeito que um eleitor de um candidato derrotado tem que se contentar com a vitória de um adversário, nós devemos ver o sistema de governo de um país não democrático e respeitar. O valor da democracia deve surgir da observância do outro, ou seja, a nação não democrática deve ver (ou não) a nação democrática como um modelo a ser trabalhado e pressionar seu governo por estes valores. Por melhor que a nossa sociedade funcione, não devemos impô-la como modelo a ser seguido. Por pior que julguemos qualquer comportamento humano, devemos respeitar o seu desejo de permanecer nesta condição. Apenas com a ressalva de que o direito de um termina com o inicio do direto do outro. Em uma sociedade plural, o estado laico faz se necessário ate mesmo para a sobrevivência das diversas camadas sociais. Em uma sociedade mais linear, o estado laico não se faz tão necessário assim. Do mesmo modo não se deve impor, ou se repreender nenhum sistema de governo, por pior que seja, em nome de uma liberdade que você acha que vai ser melhor para o outro. O outro e que deve decidir o que e melhor para ele, e não você! A melhor educação vem do exemplo da pratica, e não da imposição de ideias. Em uma sociedade primitiva, alguém que destitui um governo, sem que seja a vontade do povo, a tendência e de que o governo que se instalara em substituição ao anterior traga características do governo destituído. Você substituirá um por outro sem modificar a estrutura geral. Governos são formados, em geral por grupos que chegam ao poder e trabalham para a sua permanência lá. A patir do momento que elementos alheios ao processo se julgam no direito de destituir o governo, por uma série de motivos, eles colocam no lugar do governo anterior elementos com características semelhantes aos estavam no poder. Quando determinado governo é destituído politicamente por outro grupo político também ocorre o mesmo. A mudança democrática tem um caráter refencial e de maior durabilidade. A exceção se faz através de governos déspotas, que praticam o genocídio e/ou extermínio da oposição de forma criminosa. Estes casos deveriam ser julgados por um tribunal imparcial e mundial. O poder e a governança pressupõem comprometimento com a causa geral e portanto, para se inibir o abuso e o despotismo, deve se, a nível local, fortalecer se instituições de fiscalização da coisa pública (preferencialmente com a participação da Sociedade civil) e a nível internacional, fortalecer se O.N.U. em todos os aspectos, dando se especial atenção às nações menores, protegendo as de interesses das grandes transnacionais e multinacionais. O direito como valor internacional transpassaria fronteiras e serviria de abrigo aos menos favorecidos. A democracia não é melhor modelo mas é aquele que se adapta e, de acordo com um pacto social, é o menos injusto. Este texto encontra-se publicado no blog http://trololochacalete.blogspot.com.br/
quinta-feira, 12 de novembro de 2015
Casamento 5
Estamos reciclando a forma e o modelo. Na sociedade da informação, a adaptação das formas e dos modelos sociais seguem a inacreditável velocidade da informação. A satisfação social tem modelos preestabelecidos que facilitam a vida de todos. Vale a pena seguir? O livre arbítrio é seu, você escolhe! Foi citado em artigos com este mesmo título algumas sugestões para se iniciar um relacionamento sério. O fundamental para a privacidade e autonomia é ter o custo sob controlados, decidir o que gastar e onde gastar. Quem decide seus custos recebe menos ingerência sobre sua vida financeira e é mais autônomo. O custo inicial e mais pesado para o casal é a moradia. O casal que esta convicto de que tem que começar um relacionamento deve priorizar este fato. O casal que começa vivendo de aluguel deve estar convicto que durante algum tempo sustentará a sua família e a família do proprietário, que este poderá reivindicar o imóvel quando a necessidade vier e o reajuste do aluguel segue um contrato preestabelecido ou será de acordo com as necessidades do proprietário. O casal já começa com restrições em suas liberdades individuais porque não escolheram o layout do imóvel e nem podem modifica-lo de acordo com suas necessidades e desejos. Se o casamento não puder, por algum imprevisto ou motivo qualquer, esperar a comprado imóvel, o casamento deve começar, preferencialmente (hoje ou o mais breve possível) com o aluguel e a prestação da compra do imóvel como despesa fixa do orçamento doméstico. Muito já foi escrito sobre custos neste blog (11 postagens para ser mais exato) e tocar no assunto pode parecer repetitivo mas um artigo como este serve de alerta que existe uma prática por trás de tudo que foi dito com relação aos custos e ao seu controle. Insisto que não é necessário que se tenha um orçamento gessado e definitivo, ao longo do tempo vamos adequando o orçamento às novas necessidades e sobretudo aos imprevistos. A estratégia do planejamento, execução, avaliação e correção de rotas é uma prática recorrente da administração moderna. Pense que se você vem de um lar onde as pessoas são descontroladas financeiramente não significa que você tenha que ser também. Você pode sim não seguir um modelo que foi avaliado ruim por você mesmo. A versatilidade é muito grande, todo começo tem seus percalços, suas dificuldades. Procure apoio em quem realmente vai lhe dar apoio e não em quem deveria lhe dar apoio. Viver a realidade é melhor do que esperar suportes de onde eles não virão. Esteja aberto a todas as possibilidades, confie que DEUS, tem algo grandioso reservado para você! Confie que as coisas certas acontecem nas horas certas. Outro ponto fundamental é começar de baixo. Um imóvel pequeno, em um primeiro momento é o mais adequado a um casal em incio de relacionamento. Voltamos a um ponto muito debatido neste blog, qual é o foco do seu consumo? A sua satisfação, a satisfação do seu desejo, ou a satisfação da expectativa da sociedade diante do seu consumo. Pense que pessoas que não conseguiram se satisfazer podem cobrar de você uma postura que eles mesmos não tiveram competência de ter. O casamento que começa democrático, com transparência, comprometimento e luta tem tudo para prosperar e ser feliz. COM O SUPORTE MÚTUO A COISA TODA TENDE A DAR CERTO!
sábado, 7 de novembro de 2015
Individualismo responsável 3
Com um programa de bem estar social implementado, o individualismo responsável poderia se manifestar através do voluntariado, ou seja, dedicar um espaço de seu tempo ocioso em prol de uma causa social nos levará a uma satisfação pessoal inominável, a uma melhora do desempenho dos agentes e, acima de tudo, a uma melhor atuação de quem é responsável ou trabalha no projeto. Trabalhar em voluntariado social, melhora nossa autoestima, nos dá visibilidade e, acima de tudo, ameniza os custos da máquina pública. Com o compromisso de todos, mesmo nós nos referindo ao problema de forma individual, a felicidade se torna social. Com o passar do tempo, e diante de demandas sociais expressivas, poderemos tratar de todos de forma a maximizar as necessidades sociais através de um programa de renda mínima e de preocupação máxima. Precisamos repensar a remuneração de nossos serviços e trabalhos, precisamos perder o apego desnecessário ao papel moeda que conceitualmente nada mais é que o meio de troca entre diversas mercadorias dentro da economia. Acumular riquezas é saudável e necessário até determinado patamar. O que adianta colecionar dezenas de zeros em uma conta bancária em uma sociedade onde interagir com o outro gera insegurança exatamente porque a sua riqueza está faltando a milhares de outros? O que adianta adquirir bens de consumo e bens duráveis de altíssimo luxo e não poder consumi los de forma segura? Saciadas as necessidades básicas da sociedade como um todo e esta mesma sociedade incentivada a produzir algo em que sente satisfação ao produzir, melhoramos sensivelmente a vida social como um todo. Não se furte a contribuir para um mundo melhor, procure fazer algo pela sociedade como um todo não esperando dela nada em troca. Satisfaça a si mesmo. Termine um trabalho pensando que fez o melhor para si mesmo. Evidentemente que a prioridade em sua vida é a sua subsistência, é você estar satisfeito. O surgimento da verdadeira raça humana passa necessariamente pela visão global de nossa existência. Temos que produzir alimentos, água potável, medicamentos e tratamentos, além é claro de uma infraestrutura mínima para todos. Cada um individualmente trabalhando em prol do coletivo sem fundamentalmente perder se a individualidade. Ninguém impondo nenhum modelo a ninguém, mas todos trabalhando, fundamentalmente por um universo melhor. Quando paramos de nos preocupar com o mal que pode ser causado por quem está ao nosso lado e todos olharmos em frente com o destino de ser feliz, certamente estaremos adentrando a novo limiar, A VERDADEIRA HUMANIDADE! Um governo que garanta um mínimo para a sobrevivência de todos, que garanta leis justas e aplicáveis, que universalize os direitos e oportunidades, um empresariado que tenha um patamar interessante de margem de lucro, que contribua socialmente com um futuro melhor e uma sociedade civil atenta, atuante e engajada, serão os pilares de uma humanidade tranquila. Eu sei que tudo que foi dito é tremendamente utópico e irreal, mas sei também que muito do que já foi considerado irreal um dia hoje é realidade. Olhar o outro com o sentido de parceria, receber o outro com respeito, serenidade e seriedade, ouvir o outro de forma de democrática sem contudo perder a individualidade são atitudes a se pensar. Temos ainda o espirito de competição arraigado por milênios de lutas pela sobrevivência. A revolução industrial trouxe o acumulo de riqueza para essa luta e/ou competição. Esta em nossas mãos construir um novo paradigma de vida. Uma estrutura cooperativa que substitua a estrutura de competição, a estratificação social pela igualdade e a ditadura e a imposição pela democracia. Este texto encontra-se publicado no blog http://trololochacalete.blogspot.com.br/.
quarta-feira, 28 de outubro de 2015
Programa de bem estar social 2
Em um estado economicamente eficiente, o programa de bem estar social estendera suas benesses por toda a sociedade. A população bem assistida, bem alimentada e com a saúde em parâmetros normais de comportamento deverá desonerar a saúde e segurança públicas e a previdência social. Um estado eficientemente administrado voltaria todas as economias provenientes deste programa para o mesmo, estabelecendo um ciclo virtuoso, onde todo e qualquer ganho com relação a este programa seria voltado para o próprio programa. As desonerações da maquina pública são infinitas e não cabem em um único artigo. Os desdobramento de um grande programa como este só aparecerão ao longo dos anos e a premeditação de seus resultado simplesmente são conjecturas sem sentido. O argumento de que um programa como este inibiria a produção, já que o beneficiário teria o mínimo de subsistência, não procede porque a fiscalização trabalharia com a possibilidade do beneficiário ser realocado para um ramo econômico onde maximizaria o seu bem estar. Também não acredito no incentivo à violência por acreditar que o verdadeiro incentivo à criminalidade vem de um judiciário ineficaz e falho. A dispersão de interesses em função da administração feita por um conselho, mais um judiciário célere e eficiente, inibiria de forma forte a corrupção e os desvios de verbas. O certo é que um programa como este põem verdades inexoráveis do capitalismo em cheque. O consumo pelo consumo, o acumulo insano de bens materiais e de capitais, o sistema produtivo predador, a falta de cuidado com o planeta, o consumo como estratificador social, a ditadura das marcas de produtos e finalmente a universalização do consumo. A necessidade do consumo passará a ser o cerne da questão do consumo. O limite também será outro ponto a se destacar, sendo que, independente do que aconteça, a palavra final sobre o consumo será sempre do beneficiário do programa. Precisamos estabelecer finalmente o pontapé inicial para o surgimento da verdadeira raça humana. Uma sociedade mais justa passa necessariamente por um consumo democrático e pelo individualismo responsável. Pessoas que consomem de forma idêntica tendem a ver o outro de forma idêntica. Pessoas que consomem de forma racional tendem a ver o mundo de forma racional e a tratar o coletivo de forma mais responsável e humana. É preciso que se conscientize a classe trabalhadora no sentido de promover seu aperfeiçoamento e qualificação através da maximização da satisfação do seu desempenho. Ninguém produz mais e melhor sem estar plenamente satisfeito com o que se esta fazendo. Satisfação, realização pessoal, orgulho e reconhecimento são valores imensuráveis mas que fazem total diferença num programa como este. Uma pessoa satisfeita com o que faz, satisfeita com as oportunidades em sua região, jamais se tornará um imigrante. É naquela terra que ele viveu seus melhores anos, suas melhores experiências, onde estão os amigos e familiares. Concomitante ao programa, trabalhar a vocação da região com incentivos fiscais e educacionais promove, não só promove a fixação do homem na terra, como pode até mesmo favorecer o surgimento de algum tipo de polo produtivo. O incentivo à produtividade faz com que a aposentadoria se torne mais tardia, a somatização de doenças seja menor e a eficiência econômica maior. Este programa trará eficiência à coisa pública. Este texto encontra-se publicado no blog http://trololochacalete.blogspot.com.br/
terça-feira, 20 de outubro de 2015
Programa de bem estar social 1
Um programa desta magnitude deve ser um programa administrado por um conselho administrativo. Inserido dentro de um programa de governo, este programa deve ter como administrador um representante da sociedade civil (preferencialmente eleito sem ter um cargo eletivo e ser um representante de alguma ciência social), um representante do empresariado (preferencialmente eleito de algum pleito que englobe representantes da indústria, agricultura e comércio), um representante da política econômica, um representante das políticas sociais do governo e o próprio presidente da república. A suprema importância deste conselho é desconstruir as teorias das políticas econômicas mundiais, dando total ênfase à experiência nacional, agregando valores práticos aos valores teóricos. Em se tratando de política tem se o dilema da fogueira das vaidades, por isso, faz se mister os representantes da sociedade civil e do empresariado. As decisões deste programa e a sua administração devem priorizar a democracia e o rodízio de poder, ou seja, as decisões finais devem ser tomadas por uma maioria de no mínimo de 60% e no máximo 66,67%. Estes representantes podem implementar projetos que dão certo em governos de oposição ao governo. Ideias implementadas por outros governos (talvez até de outros países) devem se submeter uma criteriosa reconstrução teórica antes de sua implementação. Não se copia "ipsis letteris" um programa de um país em outro. Existe toda uma adaptação de costumes, tradições e particularidades a serem respeitadas. Uma politica social bem implementada tem que, fundamentalmente atender às particularidades inerentes em cada sociedade. O que é positivo para um país não necessariamente é positivo para outro! O que agrada um estado não é aquilo que agrada à federação como um todo! Existem particularidades a serem respeitadas se se quiser que um programa como este angarie sucesso em todas as instâncias e níveis. A essência administrativa deve privilegiar o constante redimensionamento, organização e atualização de objetivos e metas. O mandato deve ser único, sem reeleição e os seus ex-membros devem permanecer pelo menos cinco anos fora do raio de influência deste programa. As linhas gerais do programa devem ser colocadas dentro do âmbito nacional, havendo um grau de refinamento maior no âmbito estadual e um grau de especificidade no municipal. O programa não deve impor nada a sociedade civil! Deve ser democrático, inclusivo e acima de tudo, deve humanizar a vida social dos menos favorecidos. A meritocracia deve ser o norte de todo o processo, sendo que para qualquer desvio de conduta, verba ou objetivos, haverá uma severa e exemplar punição, resguardados os direitos de resposta e defesa. Um programa desta envergadura não impõe objetivos, consultas, sugere e estabelece metas. Não julga ninguém, apenas promove a paz social e desonera os cofres públicos! Para o seu sucesso deve haver, acima de tudo, engajamento e trabalho sério. Este programa é bem mais que um programa de renda mínima, é um programa de satisfação pessoal. O acompanhamento pessoal deve ser profissional e a demanda atendida social atendida de forma equânime e igualitária. O foco do programa sempre será a satisfação da sociedade que, vivendo de forma mais saudável desonerará a previdência e o serviço público de saúde. Descobrindo novos caminhos, tendo novas perspectivas, novos horizontes, será muito mais produtivo. Por outro lado, os menos favorecidos, tendo um programa de pelo menos subsistência tenderá a não enveredar pelo mundo do crime, desonerando a segurança pública. Este texto encontra-se publicado no blog http://trololochacalete.blogspot.com.br/.
quarta-feira, 14 de outubro de 2015
Casamento 4
Neste momento eu acho interessante falar da questão do tempo. Voltamos a conjecturar sobre vícios da infância. Querer que tudo aconteça a seu tempo e hora é sofrer e se angustiar desnecessariamente. Voltando ao princípio do relacionamento, recapitulamos que os cônjuges são duas pessoas, de mundos diferentes, que resolveram construir um mundo particular e próprio. A construção de particularidades deste novo mundo não caem de paraquedas, não brotam em árvores, não são vendidos, ou seja, é uma construção dia a dia, tijolo por tijolo demandando paciência, dedicação e acima de tudo amor. Como tudo na vida, o casamento depende da forma com que você encara os objetivos e o futuro de sua vida própria. Você leva, para onde você for as suas características pessoais. Esse fato é inexorável, imutável, intransferível. O fato é que para se ter paz e felicidade, é preciso que se saiba que a convivência com o outro deve ser norteada pelo dia a dia. O tempo para que isso ocorra é particular e individual de cada relacionamento. Novamente, existem modelos prontos e acabados, bastando a você segui-los ou não. Existem conselhos mil, dados por uma infinidade de pessoas. Para quem tem pressa ou não se importa em se parecer com o todo é só seguir. Pessoalmente eu prefiro trabalhar os melhores e mais significativos resultados. Ouvir a experiência dos outros é uma coisa. Copiar "ipsis litteris" esta mesma pessoa é outra. Novamente, a associação entre a dialética e a desconstrução nos leva a um individualismo singular e feliz. a desconstrução nos permite individualizar teorias, relatos e observações, nos permite reconstruí-los de forma prazerosa e individual. Através da desconstrução construímos uma teoria de vida de forma a que o casal conviva pacificamente dentro daquilo que foi acordado. Isso não acontece do dia para a noite, nada deve ser preestabelecido sob pena de se frustrar, de ocorrer cobranças desgastantes e desnecessárias, de se iludir com o fácil. O tempo realmente é o senhor da razão! A convivência, a anuência, o respeito e a cumplicidade, sem dúvidas projetam uma relação mais democrática e prazerosa. O tempo nos ensina a abrir mão de determinadas coisas, reciclar, negociar, esperar, orar e confiar. Saber que os cônjuges serão sempre responsáveis pela própria convivência, pelo sucesso e fracasso dentro do casamento. Saber que não somos senhores do destino e que devemos, acima de tudo, confiar em DEUS sabendo que os seus planos são os mais corretos e que as coisas nos são dadas pela graca divina. Planejar e lutar por sonhos em comum, adaptar seus sonhos pessoais para o casal, estudar a família do outro para se conhecer melhor o "modus operandi" do outro é, acima de tudo respeito. Eu acredito que tudo isso possa se encaixar na teoria da dialética. Em eterna mutação a vida nos mostra que a tese que é válida para hoje poderá não ser mais válida amanhã, que valores devem ser repensados e que atitudes devem ser recicladas. Em um mundo em constante mudança a adaptação ao novo é simplesmente uma questão de sobrevivência e saber esperar o tempo de DEUS uma arte de poucos. Encarando novos desafios juntos, regulando o orçamento familiar de acordo com a renda dos membros, procurando lazer e felicidade conjunta e procurando fazer o bem, de preferência deforma filantrópica, temos a oportunidade de construir um futuro de paz, amor e felicidade.
quinta-feira, 17 de setembro de 2015
Reforma política (o fio da meada) 4
Trabalhando a ideia de eficiência no trato da coisa publica, lanço a sugestão do codigo de defesa do eleitor. Parametrizado com o código de defesa do consumidor, o código de defesa do eleitor trabalharia com a analise das promessas feitas pelos candidatos e seus prazos para o cumprimento de metas estabelecidas durante as eleições. Para se cobrar prazos e metas de promessas de campanha o pressuposto primordial deve ser algum documento com estas promessas. Este documento se chama programa de governo! Não precisa, necessariamente que o candidato entenda de tudo. Ele pode ser assessorado por uma equipe multidisciplinar que dará o arcabouço teórico daquilo que esta sendo projetado para o futuro mandato eletivo. Como pressuposto básico da administração moderna, o plano de governo, com propostas factíveis e economicamente viáveis, trará segurança ao eleitor que, apos a "peneira" do voto facultativo, de posse de copia do documento ou copia do vídeo da campanha, norteará seu voto pelo que for proposto. Esse código será o documento auxiliar ao ministério publico para fiscalizar as atitudes do eleito, cruzando seus atos com as propostas de campanha. Esse código trará em seu bojo punições às promessas não cumpridas. Todo esse processo pressupõe eleitores atuantes e engajados. Eleitores deste quilate só são encontrados dentre eleitores que votam por convicção. São eleitores conscientes do sufrágio universal e a sua importância social. Até mesmo dentro da campanha eleitoral, copias de ideias de outros candidatos poderão ser passiveis de punição. O importante é que o processo como um todo tenha legalidade transparência e fiscalização. O aperfeiçoamento do código será supervisionado pelo órgão legislador eleitoral e estará capacitado para intervir em mudanças pertinentes a todo o processo. Temos que, finalmente implementar o profissionalismo ao nosso meio político. Mais uma vez voltamos à educação e o exemplo. Como incentivar ao jovem para estudar se temos políticos semi analfabetos que se tornam até presidentes? Como inibir a violência e a corrupção se o exemplo de impunidade vem de cima? Um cargo eletivo é uma função de extrema responsabilidade e não pode estar a cargo de pessoas despreparadas! De novo, se o candidato não tem a formação ele deve ser um elemento agregador de valores, deve saber conciliar os diversos interesses sociais pra que a política favoreça à maioria, e não pequenos grupos que financiam campanhas eleitorais. Com uma população atuante e determinada, que se baseia em fatos e na legislação que é cumprida, entraria para a política apenas aqueles políticos convictos em quem a paixão e o amor transformem a função em um prazer, e não uma obrigação chata. Não podemos tirar a politica das outras funções da economia, não podemos cobrar de todos os profissionais empenho, dedicação, inovação e amor à profissão, se não fazemos o mesmo com os nossos políticos. Responsabilizar os políticos por aquilo que prometem e não cumprem, cobrar deles responsabilidade diante de seus projetos, (gestão, organização e viabilidade), cobrar deles uma gestão que leve em consideração o orçamento, que tenha responsabilidade administrativa e que respeite a coisa publica como um todo. Eleitores interessados no processo eleitoral, atuantes quanto à fiscalização do seu voto, eleitos profissionais capacitados, pessoas respeitosas com a coisa publica (cobrados por eleitos engajados) e acima de tudo que gostem de politica como uma paixão, uma função que exercerão como profissão, algo que sentirão prazer ao exercer. Sendo desta forma tudo fica bem para todos. Este texto encontra-se publicado no blog http://trololochacalete.blogspot.com.br/.
sexta-feira, 4 de setembro de 2015
Pense leve, viva leve 6
A observância da pirâmide de Maslow nos projeta coisas incríveis ao longo da vida. Logo em sua base, a referida pirâmide nos aconselha a trabalhar nossas necessidades fisiológicas (necessidades essas que incluem as necessidades sexuais evidentemente). Parece fácil de se seguir! Só que não é! A descoberta de suas necessidades, e a prática do que é melhor para você pode bater de frente com uma mega estrutura montada de interesses que passam distante da sua satisfação. São várias estruturas que podem ser contrariadas pelo seu livre arbítrio de consumo. Se falarmos da alimentação teremos uma infinidade de empresas que produzem produtos que, se consumidos em excesso, causam mais malefícios que benefícios. A industria da informação têm nuances inimagináveis que mais nos prejudicam que nos informam.
Em uma sociedade midiática onde uma imagem vale mais que mil palavras, um produto ruim, tendo uma propaganda bem elaborada, tornar se bom, mesmo que ele contenha altos índices de gordura e a pessoa da propaganda seja magérrima (há uma incompatibilidade entre o produto e a protagonista). Falta nos o senso crítico de ver onde está o erro e nos posicionarmos melhor. Falta nos a coragem de, as vezes/quase sempre, nos posicionar em confronto com a maioria, em prol de objetivos pessoais e intransferíveis. Ter personalidade em uma sociedade de aparências e imediatismos não é uma tarefa fácil para quem tem personalidade e sabe o que quer. Existe toda uma estrutura montada para você fazer o errado porque existe toda uma estrutura montada para você corrigir seu erro de forma rápida e fugaz. Excesso de açucar, sal, gordura e carboidratos favorecem a industria farmacêutica, a da dieta e a médico hospitalar. Por onde se olha se encontra desejos e interesses conflitantes. QUAL É A SAÍDA? A saída é, silenciosamente, legislar em causa própria, é, sem alarde, traçar as coordenadas que melhor se encaixam com suas reais necessidades. É uma tarefa fundamental para a sua sobrevivência seguir aquilo em que você acredita, não aquilo que a mídia te impõe como certo. Isso não significa que você esta certo o tempo todo ou errado o tempo todo, significa que você se aperfeiçoa o tempo todo. Eu sempre trabalho com a teoria da desconstrução. Eu pego a teoria vigente, a desconstruo, agrego valores da minha vivência e do meu conhecimento pessoal e estabeleço a minha estratégia de ação. Você não precisa de comer uma tonelada de alguma coisa, ou consumir litros e litros e litros de outra coisa para se saber que você gosta. Consuma alguma coisa que você ama com critério e responsabilidade. Lembre se que o equilíbrio financeiro é uma das necessidades básicas de um indivíduo. O desejo, norteado pela saúde e cerceado pela restrição orçamentária, preferencialmente deve comandar nosso consumo. Nem tudo que eu posso eu quero e nem tudo que eu quero eu posso! Todo tipo de restrição alimentar proveniente de cuidados com a saúde deve ser respeitado, todo tipo de restrição alimentar proveniente de restrição orçamentária pode ser planejado. Todo tipo de consumo que promova piora no quadro de saúde deve ser evitado. Todo tipo de consumo cujo bem tem um valor que extrapola o nosso orçamento deve ser planejado. A economia capitalista funciona nas regras do "laissez faire laissez passer" e isso não muda, por isso, devemos estar atentos aos movimentos do mercado. Fidelidade a marca só se não houver concorrente do mesmo produto com preço melhor, mesma ou melhor qualidade. Consumir o produto só se, em uma engenharia financeira eficiente, ele couber dentro do orçamento. A engenharia financeira limita o consumo de um para viabilizar o consumo de outro. Planejar é preciso.
terça-feira, 18 de agosto de 2015
Uso prático do conhecimento 8
Tenho muito apreço por determinados conceitos aos quais eu norteio meu pensamento. São eles o niilismo, sigilogismo, dialética e a teoria da desconstrução. Longe de ser iconoclasta, eu trabalho as ideias de forma a maximizar meus pensamentos e a satisfação de minhas conclusões. Sempre inquieto e longe de ser acomodado intelectualmente, procuro não me ater a conceitos preestabelecidos e a renovar ideias para que nunca me torne obsoleto e ultrapassado. Acho que este estágio de vida se deve ao fato de levar a sério outra teoria a qual também tenho muito apreço. A Pirâmide de Maslow. Eu acho que a satisfação nasce do fato de se fazer qualquer coisa a que se propõe de forma bem feita e satisfatória. O lugar comum nos impõem a determinação de tempo de confecção, a estrutura produtiva e o modelo a ser seguido. A nossa prática deve ser a mais livre e leve que pudermos, reconsiderando aspectos, reformulando conceitos, praticando o livre arbítrio e o jogo democratico do diàlogo. A troca de idéias e experiências enfatiza nossa condição humana e nos proporciona o frescor do rejuvelecimento. Existe uma força sem dimensão dentro de nós a qual eu chamo de DEUS que nos direciona rumo a uma vida com melhor qualidade. Saber escutar essa voz é estar no topo da pirâmide de Maslow, é ter um excelente auto conhecimento. Ter referencia na Pirâmide de Maslow é procurar melhorar em tudo que se dispõe a fazer, é gostar de tudo que, esgotadas as possibilidades, se apresenta como algo bem feito. Mais uma vez reintero que não passo receitas de bolos, não estou aqui mostrando o melhor caminho, estou aqui argumentando o que funciona comigo e pode funcionar com você. Você nem precisa gostar das torias aqui descritas. Você pode ter outras referencias para seguir, NÃO IMPORTA! O importante é a sua identificação com as ideias e a sua forma de encarar a vida. O objetivo principal de se fazer qualquer coisa nesta vida é a nossa satisfação pessoal. Ser feliz é um objetivo universal que buscamos enquanto vivermos. A certeza da morte deveria nos fazer preocupar mais com a nossa satisfação e felicidade do que a satisfação e felicidade do nosso semelhante. Conheço pessoas que, no fim da vida, por terem passado uma vida inteira preocupado com os outros, com os conceitos dos outros e, fundamentalmente, com os valores dos outros que agora simplesmente é uma pessoa destrutiva, amarga e isolada. Por não ter identidade com nada nem ninguém, vive mendigando minutos de atenção e não sabe o que é bom para si mesmo. O conhecimento de valores introjetados pela mídia, por selebridades ou conhecidos influentes levam estas pessos a consumir o que não precisam ou querem, a frequentar lugares que não gostam ou a conviver com desafetos. O comportamento de manada é mais comum do que se imagina. Existem pessoas tão acostumadas com este comportamento que nunca pararam para questionar o querem ou não, APENAS O SEGUEM! A gama cultural mundial é extensa e versátil, em algum lugar do mundo você encontrará algo que instigue a sua leitura. Ah, é um livro que não tem tradução em seu idioma? Aprenda outro idioma, faça economia e adquira o livro importado, olhe na internet. Quem se interessa acha! O suor da luta abrilhanta o prazer da vitória. Adquirindo conhecimentos diferentes, os desconstruindo e os reconstruindo com um toque pessoal faz de você uma pessoa diferenciada e de personalidade mais forte e feliz. NUNCA SE ESQUEÇA DISSO, VOCÊ VAI ESTAR FAZENDO A DIFERENÇA NO MUNDO. Este texto encontra-se publicado no blog http://trololochacalete.blogspot.com.br/.
quinta-feira, 13 de agosto de 2015
Casamento 3
Quando eu disse que o casamento é um ponto de crescimento e enriquecimento pessoal eu quis dizer que ele pode ser o passo seguinte ao da escolha de se morar só. Sair da casa dos pais algum tempo antes do casamento nos mostra "a barra de viver". Agregaremos a um exemplo que já deu certo a nossa perseverança e pensamento. Quando estamos sob o mesmo teto que nossos pais temos o básico totalmente resolvido por eles. "Um estágio fora do ninho" não só nos familiariza com o total livre arbítrio como nos apresenta a conta. Ser livre significa ser responsável pelas contas, limpeza, manutenção e escolhas da casa. Morar só nos obriga a ter que arcar com a responsabilidade das tarefas domesticas (fazer ou pagar para fazer), é ter todas as contas em nosso nome, é ser responsável pela manutenção de tudo. Morar só agrega expressivos valores práticos ao nosso universo. O fato de morarmos sós nos força a sermos autônomos, nos motiva a desenvolver trabalhos práticos, nos arma contra qualquer tipo de chantagem, ou seja, nunca estaremos nas mãos do outro, sabemos conduzir uma casa com individualidade e autonomia. O casamento tradicional traz em seu bojo a divisão exata de tarefas, a esposa "do lar" cuida da casa, cozinha e cria os filhos, o marido ganha o pão e cuida também da manutenção. Isso pressupunha esposas "casadoras" e maridos prendados e habilidosos manualmente, são as tradicionais "metades da laranja". No relacionamento interativo morar sozinho antes do casamento vai fazer toda a diferença, porque? Você tem a oportunidade de ter passado por alguma demanda que uma casa requer e precisado resolver sozinho a situação, resultado, a solução apresentada por você será assunto para uma D. R. sem cobranças ou culpas. O envolvimento democrático de todos será inclusive um inestimável exemplo para os vindouros filhos. Em um relacionamento interativo a divisão de funções é discutida e exercida de forma a maximizar a satisfação independente de conceitos preestabelecidos, a convivência de "dois mundos distintos". A autonomia também mostra que tanto o casamento quanto os cônjuges são perecíveis, ou seja, se a morte ou o divórcio se abaterem sobre o relacionamento estarão todos preparados. No casamento tradicional o marido se casa com qualquer uma depois do divórcio ou viuvez por não saber nem fritar um ovo, e a esposa se casa com qualquer um por não ter nenhuma fonte de renda. Quanto mais se vive só, mais se conhece a si mesmo e mais se agrega valor ao relacionamento a dois, e mais, quanto mais se vive só mais se aprende a gostar de si mesmo. Saber se o que se gosta, desenvolver se habilidades e gostos serve para uma partilha bacana depois com a vida a dois. No caso poderemos ter mulheres habilidosas manualmente e maridos prendados na cozinha, mulheres empreendedoras de sucesso e maridos exímios donos de casa, as configurações são inúmeras e transcendem aos modelos preestabelecidos. O importante é ser sensível às demandas do relacionamentos e resolver as pendências a dois e de forma negociada. No casamento tradicional tudo faz parte de um jogo de "cartas marcadas", onde o imprevisto é visto como um "intruso indesejável". Em um relacionamento interativo o imprevisto faz parte do jogo e estar nele é faz parte da vida.
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