sexta-feira, 22 de novembro de 2019

O problema não é o capitalismo é a ganância 1

Não podemos perder o foco no ser humano, independente de sermos trabalhadores, empresários ou governantes, somos seres humanos. Partindo-se desta premissa pressupõe-se que precisamos ter um comportamento humanizado, independente de qual grupo você faça parte ou a qual política econômica vocês esteja sujeito. Se você tiver um comportamento mais humanizado você contribui para a humanização do capitalismo. A racionalização comportamental deve se direcionar necessariamente para a coletividade. Condenar um sistema político é mais fácil e mais cômodo que racionalizá-lo. Desde os primórdios humanos a ganância humana norteia seus atos e seu comportamento. O desempenho das pessoas têm mais haver com suas particularidades/personalidades do que propriamente com o coletivo que as cerca. Algumas das idéias humanas se desenvolvem de forma racional mas correm concomitantemente aos sentimentos de seus desenvolvedores. A ganância humana têm mais haver com a competição individual do que qualquer outro sentimento que norteie os fatos. Em alguns momentos históricos o desenvolvimento humano teve a competição pessoal entre seus personagens como elemento principal de desenvolvimento. Em outros a corrida armamentista foi o esteio de muitas tecnologias que, voltadas para a destruição, acabaram beneficiando a sociedade como um todo. Os investidores são elementos que, percebendo o movimento crescente de competição entre as personalidades em destaque na época supra citada, procuram maximizar seus ganhos financeiros investindo em um “nicho” que se destaque no memento. A competição e a ganância nos separam e nos isolam, a estratificação social termina o serviço. Desde os primórdios da história do homem o fato de uns se sentirem melhores que outros ocasionou desavenças, conflitos e problemas sociais. A competição dentro do capitalismo é inerente à sua criação e o seu acumulo de riqueza esta previsto em sua gênese. A destinação para o emprego desse acumulo é que faz do capitalismo algo ruim. Se a maior parte desse acumulo fosse distribuída dentro do sistema produtivo, fomentando a demanda agregada, democratizando o consumo e a qualidade de vida, teríamos melhores e maiores distribuições de renda e menores custos para o estado (premissa neo liberal). Pensemos em termos de novas tecnologias. O normal é que as novas tecnologias tragam em seu bojo maior produtividade, menor custo, menor uso de mão de obra, maiores lucros e desemprego. Os malefícios do capitalismo estão na destinação destes maiores lucros. O normal é que este destino seja as já abastadas contas bancárias da elite da sociedade maximizando-as, fortalecendo a estrutura elitizada da sociedade capitalista. Em um sistema tributário mais equânime, dentro de um governo que com um sistema de proteção social que garanta um mínimo de renda aos menos favorecidos. O problema não é o capitalismo, é a ganância!

sábado, 9 de novembro de 2019

Pelo profissionalismo na política! 1

Ninguém consegue conceber um engenheiro civil sem o conhecimento de calculo estrutural, um cirurgião sem um vasto tempo de residência médica, um piloto sem centenas de horas de voo. Porque admitimos ver um legislador sem um profundo conhecimento sobre legislação? Porque admitimos administradores sem conhecimento de administração pública? À medida que se aumenta a dimensão do que se fala mais se exige uma melhor formalização, uma maior formatação de processos e maior deve ser o nível de informação e especificação. Por analogia pensemos na evolução de alguém que sabe cozinhar bem. Enquanto essa pessoa cozinha para si mesma, ela pode fazer suas receitas do jeito que melhor lhe convier, certo? Certo! Suponhamos que a família goste de sua culinária e peça a essa pessoa que cozinhe para o resto da família. Essa pessoa vai passar a cozinhar para uma dezena de pessoas e a especificidade aumenta. Cuidados com a higiene e a manutenção da qualidade tornar-se-ão fundamentais para que o produto se mantenha com a qualidade que o tornou conhecido. Com o passar do tempo ele constituirá uma empresa e passará a atender aos vizinhos dos parentes, aos parentes de outros municípios, aos vizinhos dos parentes de outros municípios até cair na web. Há meu amigo, caiu na web, à coisa torna-se imensa. O tempo torna-se curto, as demandas e a expectativas aumentam consideravelmente. Você terá que contratar funcionários, pagar impostos, atender às legislações trabalhista, sanitária, tributária, conviver com críticas, conhecer e enfrentar a concorrência e ter conhecimento técnico para tudo isso. Esse foi um exemplo simples de que para qualquer atividade que envolva cada vez mais pessoas. O conhecimento técnico se faz “Mister”! Imagine você legislando para uma cidade inteira, um estado inteiro, um país inteiro? Imagine você governando uma cidade inteira, um estado inteiro, um país inteiro? Não se pode delegar tudo isso nas mãos de uma pessoa só porque essa pessoa tem carisma e personalidade forte. Eu defendo que o administrador público tenha no mínimo um curso superior em administração pública, que o legislador público tenha pelo menos um curso de legislador público. No exemplo acima e no caso dos legisladores e administradores poderia haver a contratação de pessoas que suprissem essa carência sem a necessidade de fazer cursos. Pode até ser, mas a dependência de terceiros pode levar a caminhos que, ou o administrador/legislador não gostariam ou o especialista acataria ordens do administrador/legislador, que normalmente toma decisões ao sabor de emoções, sem a tecnicidade necessária para o momento. Legisladores personalistas/paternalistas tendem ao caminho seguro da cópia de modelos que deram certo em outros tempos, porém a descontextualização de ações podem levar a erros crassos e irreversíveis, isso sem falar em decisões passionais muito comuns a este tipo de legislador/administrador. A política, assim como qualquer outra atividade profissional, não é um jogo jogado por amadores, ou pelo menos não deveria ser.

sábado, 7 de setembro de 2019

INFORMAÇÃO, LIVRE ARBÍTRIO E DEMOCRACIA 2

A irracionalidade dentro da informação está diretamente ligada ao comportamento competitivo de quem a possui. Voltando ao tema do tamanho do mundo pessoal. Quando a pessoa se familiariza e se sente seguro e à vontade em um mundo reduzido, de poucas pessoas, ela sente a necessidade de se destacar neste grupo, precisa ter um diferencial nele. Se a questão da inserção não é tratada a tempo ela se tornará uma pessoa de um individualismo egocêntrico e nocivo. Existem evidentemente variantes de grupos fechados. Grupos fechados sem guerra de egos, grupos fechados e egocêntricos, não há padrão nem modelo. O meu foco é o individualismo responsável e um elemento compartilhador de modelos e experiências e que respeita o posicionamento alheio. Nada mais enriquecedor, nada mais prazeroso, nada mais sublime que a partilha, a confraternização, a socialização. Se momentos pessoais em que comemos juntos, brincamos juntos, jogamos juntos, enfim nos relacionamos afetivamente nos engrandece, porque os momentos intelectuais têm necessariamente que ser competitivos. A difusão da informação, a confraternização intelectual, a socialização do conhecimento deveria acontecer em todas as artes e em todos os campos. A socialização nos permite e nos induz a um leque variado de escolhas. Você pode conhecer e repeitar outras culturas e mesmo assim continuar com os seus valores e crenças. Isso te faz uma pessoa mais forte. O seu individual é o que deve prevalecer quando se trata de auto satisfação. O que não pode prevalecer é a sua imposição diante de algo que você discorda ou acha errado. Não esquecendo que o direito de um termina no direito do outro ou do coletivo Em um mundo complexo, de culturas e geografia variada como é o nosso, a miscigenação, o multiculturalismo, as trocas de experiências e a convivência pacífica promovem uma humanidade real e factível. Em diversos campos do conhecimento humano, ciências, artes, culinária, esportes, administração, economia ou qualquer outra que agora eu não me recorde, qualquer conhecimento alheio é muito bem vindo. Novamente a dialética e a desconstrução se encarregaram de estabelecer parâmetros de nossas ações. Podemos manter o nosso conhecimento na forma tradicional ou agregar diversas e pessoais influencias. Faz-se necessária a definição do fim. Se o objetivo é a satisfação do mercado, em algum tipo de “nicho” você irá nortear suas ações a pesquisas e a definições outras que não aquelas de suas inspirações. Algumas pessoas conseguem interagir tendências de mercado com inspirações pessoais fazendo do seu conhecimento algo compartilhado com muitos. Existem pessoas que com a necessidade de serem aceitos através do seu conhecimento o submete ao crivo e a definição dos outros podendo tornar-se pessoas frustradas e infelizes. O capitalismo impõe a condição da sobrevivência a todos que a ele são submetidos. Isso pode ser um fator inibidor da arte se as políticas públicas não tiverem um viés incentivador ou for totalmente voltada para o capital.

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

INFORMAÇÃO, LIVRE ARBÍTRIO E DEMOCRACIA 1

Às vezes penso no nível absurdo de informações às quais estamos submetidos, penso sobre a absorção ou não destas informações e a forma com a qual ela se difunde. Você pode absorvê-la por necessidade, por desejo ou por obrigação. Por obrigação associada à necessidade ou associada ao desejo. O livre arbítrio é condição “sine qua nom” da democracia. Qual informação absorver? Em que profundidade absorver? Estas questões respondem de forma direta a forma com a qual encaramos a educação formal (ensinada na escola). Se você encara a educação formal com o objetivo competitivo de passar de ano, de tirar notas maiores que os outros, de acarar a educação formal como uma obrigação enfadonha e chata, certamente a absorção das informações se tornará mecânica e improdutiva. O esforço do estudo será algo enfadonho e chato e a perspectiva de estudar algo passará a ser evitado ao máximo. Certamente você vai levar essa perspectiva para o trabalho encarando-o da mesma forma. Se você não consegue se diferenciar dos animais irracionais, ou seja, racionalizar grande parte da sua vida (certamente ninguém é racional o tempo todo), você vive para crescer, se reproduzir e morrer. A racionalidade nos diferencia dos outros animais e nos faz substituir a insana competição animal pelo prazeroso ato de procurarmos na informação e no conhecimento um motivo inexorável de prazer. A postura de competidor insano na educação também revela outros traços de nossa personalidade. A nossa educação informal (recebida em casa) nos dá pistas de como nos reagimos a determinadas situações e desafios. Se formos criados fechados em um círculo fechado de pessoas, tendemos sempre a copiá-las ou a mesclar características de umas ou outras pessoas de nosso convívio. Como nos diferenciamos dos outros animais através do raciocínio, podemos racionalizar as informações recebidas através da velha e boa dialética. Devemos racionalizar as informações, utilizando-nos da dialética e da desconstrução para imprimir ao nosso conhecimento um caráter pessoal e intransferível. O nosso livre arbítrio “filtra” nossas informações de forma a desejarmos umas informações mais que outras, de novo, a absorção da informação será por necessidade, desejo ou obrigação. A necessidade será o norteador da absorção da informação e da sua reciclagem já que existem inúmeras pessoas se interligando, absorvendo e distribuindo informações. Existem diversas oportunidades de absorver ou criar informações e, acima de tudo, diversos interesses nestas e quais quer outras informações. Defendo sempre a livre difusão da informação para que você possa escolher, democraticamente, qual informação absorver e qual informação difundir. O olhar crítico sobre o outro nos remete a difundirmos ou não a informação já que o conhecimento do outro pressupõem filtrar as informações as quais ele irá se interessar ou não. O seu nível de visão de mundo também é outro fator primordial para a difusão ou não da informação.

quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Reflexões sobre o futebol 6

Quando você assiste a uma partida épica você começa a perceber os verdadeiros interesses por trás da indústria do futebol. O campeonato Carioca se arrasta com partidas pobres tecnicamente e que têm na Rede Globo (cuja sede principal é no rio de Janeiro) seu principal suporte para transmissões das partidas. Não se iludam com o porquê de estados como o Espírito Santo e os estados do Norte e Nordeste terem tantos torcedores do futebol paulista e carioca. A resposta é que o Campeonato Carioca é transmitido para esses estados pela Rede Globo cujo objetivo final é lutar por números mais robustos de audiência. Os comentaristas mencionados acima depois de uma partida pesada, com fortes interesses econômicos, e disputada à exaustão, recorrerem aos chavões e frases feitas típicas de pessoas ignorantes e que discutem e opinam sobre assuntos que não dominam. Veja bem não estou classificando os comentaristas de ignorantes, estou dizendo que eles normalmente, salvo honrosas exceções como o Tostão, preferem falar aquilo que o povão quer ouvir e repetem à exaustão aquilo que o povão fala. Time pipoqueiro, sem garra, mercenário, desrespeitoso com a tradição do clube e por aí vai. Em uma sociedade infantilizada, que detesta receber um não como resposta o time adversário nunca é melhor que o meu, o meu é que jogou mal. O adversário não se defende bem, é meu time que ataca mal. O time adversário não foi eficaz no ataque, a defesa do meu é que falhou. Deixa-se de se analisar aspectos fundamentais como individualidade, momento, nervosismo, preparo, tática e etc... para se ater a pequenezas do tipo, o jogador fulano ganha tanto e tem a obrigação de jogar bem o tempo todo e a ganhar todas as partidas sendo, de preferência decisivo o tempo todo. O clube tal tem uma estrutura tal e tem a obrigação de ganhar tudo o tempo todo. Repito o mantra, o povo sul-americano é um povo desprezado por seus governantes, um bando de pessoas que vêm à coisa pública como a única forma de serem miliorários, mesmo que isso venha com o empobrecimento, emburrecimento e adoecimento de toda a população. Tendo essa visão sociológica as mídias colocam o futebol como um oásis em meio a uma vida dura e árida de uma população descrente de si mesma. A apropriação do clube de futebol é negligenciada e até mesmo fomentada por essa mídia que tende a valorizar o esporte mais do que ele merece. Mega promoções de torneios, mega salários dos craques, mega números de tele-espectadores, mega contratos de propaganda e publicidade, as cifras são astronômicas e é uma mega porta aberta para a manipulação e corrupção. Matérias e mais matérias promovendo rivalidades regionais, a obrigação do clube popular em contratar mega craques sem a observância de pilares fundamentais de contabilidade para os clubes, adiantamento de verbas de contratos com as mídias, deixando os referidos clubes presos a estas mídias através de dívidas financeiras não são fatos isolados, são estratégias de marketing vencedoras. Enquanto existir uma população desolada e sem esperança, enquanto esse mesmo povo eleger políticos somente preocupados com a “obesidade de suas contas bancárias”, enquanto a mídia privilegiar determinados clubes em detrimento de outros e trazer os clubes presos à ela pelas finanças estaremos fadados ao aumento do abismo entre as classes sociais e a discriminação regional.

Reflexões sobre o futebol 4

Imaginemos em uma situação hipotética que os grandes clubes jogassem todos os finais de semana e no meio de uma semana, saltando o meio da semana seguinte. Os treinadores teriam a cada 14 dias uma semana livre para desenvolver jogadas treinadas, para desenvolver sistemas táticos alternativos e fundamentalmente para descansar e recuperar jogadores desgastados. Os jogadores, por sua vez, ganhariam um ou dois dias de folga nesta semana para curtir suas famílias e desenvolver algum projeto fora das quatro linhas. A qualidade dos sistemas táticos subiria, pois os treinadores poderiam se expressar profissionalmente através de seus trabalhos, os jogadores subiriam profissionalmente pois se tornariam mais versáveis e melhor qualificados e os torcedores teriam coisas mais legais para se preocupar do que brigar e discutir sobre quem é o melhor, teriam uma folga financeira maior para acompanhar seu time do coração e despenderia uma fatia menor dos seus proventos para o futebol, promovendo uma melhora na qualidade de suas despesas. Pode parecer uma implicância chata deste blog com os custos, mas não é! Se tivéssemos um calendário melhor organizado, com jogadores menos desgastados, teríamos elencos mais enxutos e com maior qualidade, teríamos atletas e treinadores com maior satisfação no desempenho das suas atividades e uma maior qualidade no futebol. Se os clubes fossem tratados como empresas, se os clubes não fizessem loucuras contratando jogadores caros. Se as contratações fossem dentro de orçamentos coerentes e fechados, não veríamos jogadores jogando sem salários, desmotivados e/ou infelizes. Não teríamos treinadores que, obrigados por contratos a conviver com atletas com problemas pessoais em função de finanças desequilibradas dos clubes, precisem arrancar desempenho dos jogadores desmotivados para que a arrecadação do clube não caia e a situação do clube, que já é caótica, fique insustentável. Enquanto isso a T.V. enriquece com a transmissão dos jogos em horários esdrúxulos, em função do horário da novela, prejudicando a sociedade como um todo. O profissionalismo extremo do futebol eliminaria as famigeradas concentrações, pois partiríamos do pressuposto que os jogadores, sendo profissionais, depois das partidas, iriam para casa e retornariam no outro dia a tarde, por exemplo, para dar continuidade ao trabalho. Um horário de 20h00min para as partidas no meio de semana, por exemplo. O torcedor que gasta 02h00min no trajeto para casa, chegaria a casa as 00h. Até ele curtir a família, tomar banho, se alimentar e dormir teria ai 01h00min. Se ele acordar as 06h00min, ele, duas vezes por mês, dormiria 05h00min na noite, um desgaste muito menos do que quando o jogo começa as 22h00min e termina as 00h00min e ele chega a casa por volta das 02h00min. A administração do futebol deveria voltar-se para as pessoas e não por números do IBOPE, deveria voltar-se para a qualidade, e não para a quantidade, e, finalmente, deveria voltar-se para a qualidade e não para a quantidade.

terça-feira, 21 de agosto de 2018

Tudo depende do seu olhar para o outro 1

Parece exagero, mas você já parou para pensar que realmente tudo depende do seu olhar para o outro. Se você procurar entender e conhecer melhor o outro, sua origem, seu histórico, sua personalidade, seus gostos, sua cultura, seus medos, suas ansiedades e suas verdades, você poderá compreender melhor os seus atos. A cultura familiar e social onde o cidadão está inserido diz muito de sua personalidade. Se ele está inserido em uma família fechada, de valores tradicionais e pouco sociáveis, provavelmente ele terá enormes dificuldades para conviver e aceitar o outro e suas particularidades. O novo instiga, questiona, inibe, assusta. Estamos falando de tudo, cultura, lazer, esportes, comportamento, ideias e valores. Quando escrevemos a história de um povo devemos conhecer todas as nuances possíveis deste povo para que sejamos mais fidedignos com os fatos. Quando presenciamos os atos de uma pessoa, esses atos estão impregnados de sua personalidade, de sua cultura, de sua família e da sociologia do local onde ele vive. Somos a interação de nós mesmos com o mundo. A liberdade nos faz melhores mesmo quando não fazemos o melhor para nós mesmos. Nossos atos afetam o nosso semelhante e essa verdade exige que tenhamos um valor intrínseco à qualquer relacionamento, A HUMILDADE! Como diria minha amada Esposa Alessandra Cristina, existe a minha verdade, a sua verdade e a verdade. Saber lidar com o outro é simplesmente saber viver. Muitos conflitos poderiam ser evitados se as pessoas não procurassem impor suas verdades às outras. Conte de um até dez, não leve divergências ideológicas tão “a ferro e a fogo”. No meio que você vive, seus atos estão extremamente corretos, mas e se fossemos analisar sob outro prisma, outra cultura, outros valores. Os seus valores, assim como os valores dos outros servem-nos como referência, pontos de reflexão. São tese e antítese de mais uma dialética dinâmica que é a nossa vida. Você observa e assimila valores e fatos, os “desconstrói” e os “reconstrói” em consonância com seus valores. Eu acho muito temerária a atitude “copy and paste” de ideias, teorias e valores. Tudo deve ser avaliado sob a multiplicidade de óticas envolvidas no fato. O exemplo seria uma teoria política. Determinado político define determinadas políticas externando que essas são as melhores políticas para um desenvolvimento da sociedade como um todo. Antes de copiá-las devemos estudar a vida deste político, quais são os valores em que ele foi criado (família e sociedade), quais atitudes ele considera as melhores socialmente falando e se, fundamentalmente, elas cabem em nossa sociedade. As adaptações se fazem “Mister” para que a implementação seja “fluida” e certa. É o olhas sobre o outro, tanto sobre o político, quanto sobre a nossa sociedade, é que vai definir nossas atitudes e comportamentos. Quanto maior for o alcance das atitudes, medidas, maior deve ser o planejamento e mais organizada deve ser a sua implementação. Quanto maior for o número de pessoas afetadas, maior será o grau de insatisfação destas mesmas pessoas, portanto um PDCA é muito bem vindo sempre para minimizar as consequências dos nossos atos.

quarta-feira, 27 de junho de 2018

O trabalho e as diferenças sociais 3

A forma com que a sociedade encara seus pares indica a forma com que ela atuará profissionalmente. Se tivermos uma sociedade predadora, que encara seu semelhante como alguém a ser explorado teremos uma sociedade “selvagem” e insensível, onde o lucro e a ganancia atuam de forma veemente. Neste aspecto faz-se mister responder a uma pergunta fundamental: “Qual é o seu objetivo como pessoa?” Apesar da resposta ser individual, podemos especular sobre atuações e reflexos desta resposta dentro da sociedade como um todo. Se a pessoa se vê como um indivíduo dentro de uma sociedade complexa e múltipla, ele tem consciência de que é mais um dentro da sociedade. Ele se percebe um elemento dentro de uma enorme engrenagem onde cada um exerce sua função em prol de um conjunto harmônico. Como consequência disso ele procura socializar ao máximo sua função, para que os benefícios de sua atuação sejam os maiores e melhores possíveis. Ele tem consciência de suas virtudes e defeitos, pontos fracos e fortes e, principalmente, a sua forma de atuação. A jornada rumo ao autoconhecimento é uma ininterrupta jornada onde acertos e erros são inevitáveis. Partindo-se do pressuposto de que o indivíduo se vê como uma peça dentro de uma engrenagem ele procurará um profissional que supra suas carências de formação para maximizar sua atuação. Um engenheiro civil que quer construir um prédio em determinado terreno deverá se prescindir dos serviços de um geólogo para entender as condições do terreno onde irá construir e as necessidades fundamentais para que o projeto seja um sucesso. Poderá contar com o auxílio de um arquiteto para as perspectivas de sua planta baixa e distribuição dos cômodos. Contará com um administrador para equalizar o binômio custo x benefício. Todas essas exigências demandam custos que com certeza serão repassados ao consumidor final. Na magnitude deste custo final é que está o cerne deste texto. Se o objetivo principal deste engenheiro civil é minimizar seus custos a qualquer preço maximizando de forma predadora o seu lucro. Ele abrirá mão de toda essa assistência técnica, fazendo seu projeto estritamente sob a óptica da engenharia civil. Se a sociedade como um todo tem a mesma formação predadora ela procurará entender como uma boa aquisição o imóvel que for o mais barato possível no caso da camada de baixa renda e para a camada de renda melhor aquele que se encontrar em um local onde a maioria das pessoas considerarem de alto nível. Uma sociedade que se informa, que acredita em seus indivíduos e na capacidade individual de seus cidadãos se torna uma sociedade diferenciada. A informação é democraticamente debatida e disseminada com cada um maximizando seus conhecimentos em prol do social e procurando ter uma vida pessoal tranquila, sem atropelos mas também sem ostentação e ganância. Cada um estipulará o custo de seu trabalho de forma a que ele seja o mais socializado possível. Tratamos deste ponto como uma efetiva prática do que chamamos de individualismo responsável. Uma vida socialmente justa parte, necessariamente, de uma visão justa da sociedade para ela mesma. Essa visão reflete necessariamente na atuação do governo, mediador das relações sociais. Em cada governo deverá ter um governante atento ao que se acontece dentro de seu campo de atuação, ponderando de forma efetiva. Esse governo deve dispor de toda informação pertinente ao funcionamento da economia, podendo ou não subsidiar algum setor, caso seja necessário ou esteja dentro do campo ideológico do governo ao qual ele faz parte.

sábado, 26 de maio de 2018

E tudo realmente depende do indivíduo 1

A forma como a pessoa constrói sua individualidade influencia de forma decisiva sua atuação social. Eu acredito que o ser humano nasce uma tabua rasa1 em termos de conhecimento, não em termos de sentimentos. À medida que ele se desenvolve, cresce, estabelece contato com outros indivíduos, sua personalidade aflora e seus sentimentos e tendências se mostram e se tornam visíveis. Concomitante a isso existe, em um primeiro plano, a inter-relação familiar e as formas em que os pais vêm o mundo. A educação familiar é o fundamento para suas futuras relações. A forma com que os pais encaram o dia-a-dia, a forma com a qual foram criados, a forma com a qual criam e, fundamentalmente, a com a qual reagem aos episódios sociais em que seus filhos são envolvidos. O seu aprendizado estará intrinsecamente ligado à teoria da desconstrução2. Em uma engenharia pessoal e poderosa ele estará unindo seus sentimentos com os sentimentos de seus pais e associando-os com tudo aquilo que ele observa empiricamente. Isso o levará a atitudes emocionais, em seus primeiros momentos, na tenra infância. Esse fato, por se só, será um fato gerador de reações que poderão marcar sua vida para sempre. Neste momento o pai tornar-se-á um juiz, tendo que intervir conforme a situação. A percepção dos pais neste momento será um dos divisores de aguas, a forma com que os pais encaram a vida, será outro divisor de aguas, a vida social da família será um laboratório fantástico. Educar uma criança não é fácil, exige rever valores, conceitos, fazer adaptações e acima de tudo ser flexível. Neste ponto nos deparamos em dois grandes e distintos grupos de pais. OS CONSERVADORES3 e OS LIBERAIS4. Os conservadores consideram o mundo, embora até reconheça as mudanças, como uma rotina, uma eterna repetição do mesmo. Seus valores são fundamentados e ele acha que a permanência deles é o melhor dos mundos. Os liberais estão diametralmente ao oposto, acham que tudo é ultrapassado, procuram no novo a “Panaceia Social” e acreditam no eterno movimento, ou seja, em essência, na eterna reciclagem. O resultado da interação entre os valores adquiridos dos pais, os valores adquiridos socialmente e os seus sentimentos formará o caráter e a vida social do indivíduo. Esse novo indivíduo terá o livre arbítrio de ser totalmente conservador, totalmente liberal, conservador em alguns aspectos e liberal em outros. O fato é que dependendo da personalidade deste novo indivíduo teremos mais um cidadão comum ou um grande líder. Teremos um ditador à direita ou à esquerda. Teremos um grande empresário/grande funcionário, um funcionário que pula de empresa em empresa. Teremos um governante eficiente ou um corrupto individualista. Enfim, Tudo realmente depende do indivíduo. 1 - https://pt.wikipedia.org/wiki/T%C3%A1bula_rasa 2 - https://pt.wikipedia.org/wiki/Desconstru%C3%A7%C3%A3o 3 - https://pt.wikipedia.org/wiki/Conservadorismo 4 - https://pt.wikipedia.org/wiki/Liberalismo

sábado, 24 de março de 2018

Democracia e o contato com o outro. 1

Desde a nossa infância temos que nos acostumar com a inter-relação com outro. Quanto mais entramos em contato com o outro, seja o outro pessoa física, cultura ou comunidade (nação) maior será o nosso contato com a diversidade. O contato com o outro nos remete a ter uma família bem estruturada, pois a criança assimila (de acordo com o seu desenvolvimento cognitivo, evidentemente), desenvolve novos valores e, julgando-os, comparando-os com os familiares, teremos uma possibilidade de uma nova perspectiva familiar (alguma coisa parecida ou adaptada do PDCA https://pt.wikipedia.org/wiki/Ciclo_PDCA). A família é a origem de tudo. Gosto de pensar a família como algo vivo, ativo, mutante, inconstante e acima de tudo, imprevisível. A reação dos pais neste momento sedimentará a democracia na criança. O desenvolvimento da criança terá neste momento um fator fundamental para seu crescimento. Os pais devem relevar a argumentação da criança e argumentar de forma a aprova-los ou apresentar contra-argumentos. O importante é que dentro desta argumentação a democracia seja soberana. Que se houver pontos/temas intransponíveis, que se utilize a Dialética (https://pt.wikipedia.org/wiki/Dial%C3%A9tica). Lembre-se que para a construção de novos conceitos e valores toda pessoa se utiliza da desconstrução como ferramenta básica (https://pt.wikipedia.org/wiki/Desconstru%C3%A7%C3%A3o). São inúmeros fatores a serem levados em consideração. O importante é você pensar que a valorização da argumentação dele e, com o passar do tempo, uma possível reavaliação são elementos básicos em uma democracia. A democracia não é o melhor dos mundos, mas é o que, na média, traz mais satisfação global. A participação ativa na democracia familiar estrutura a autoestima da criança, estimula a criança a ter uma relação democrática com seus amiguinhos. Pode ser que algum dia ele se depare em uma situação de isolamento, onde a maioria, estando errada, o critique e o isole. Neste ponto é fundamental estar ao lado e apoiar, se você achar que ele esta certo, ou contra argumentar se achar que a sua posição está equivocada. Se a posição dele for firme, deixe-o a defendê-la. Estimule nele a autodefesa, a defesa de ideais (argumentando que a mudança de posicionamentos não é fraqueza nem vergonha). Procure mostrar a ele que suas posições precisam de argumentos firmes e sólidos, mostre a ele que vale a pena lutar pelo que se acredita. A defesa de posicionamentos solidifica personalidades, caráteres e acima de tudo, formas de agir e pensar. Eu gosto de pensar a democracia como a extensão do relacionar com o outro. Procure conhecer seu filho (a) profundamente, seus sentimentos, suas angustias, suas formas de ver o mundo e ele se interessarão em conhecer você profundamente. Lembre-se que o hoje e o agora é o marco zero para qualquer relação futura, seja dele, seja de você, ou de qualquer pessoa de sua família. Estar bem em família é estar bem socialmente!