quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016
O papel do trabalho na saída da crise 1
Infelizmente, até mesmo por uma questão de sobrevivência, nenhum dos três agentes da economia (trabalhadores, empresários e governo) confia um no outro. Vivemos sempre na expectativa de que um vai prejudicar o outro (o que não deixa de ser uma realidade). É como se ao invés de comportarmos como seres racionais, vivêssemos como predadores. A diferença é que os predadores agem por extinto e nós somos racionais. Quando surgem problemas econômicos os empresários têm como primeiro ponto adequar a oferta à demanda. Dependendo da diminuição da oferta haverá o surgimento de mão de obra ociosa. Pagar salário a empregado ocioso é custo desnecessário. Portanto, surgem as demissões. Infelizmente todos nós vemos nossos colegas serem demitidos sem questionamentos, ou aliviados porque, “antes eles do que eu!” Não somos criados com a iniciativa de analisar que o problema pode ser maior do que os muros da empresa em que trabalhamos. Não vemos o problema que o outro passa como algo que, futuramente, poderia nos afetar. Penso (não afirmo) que poderia ser uma memória de uma época em que não tínhamos a possibilidade de a riqueza que temos hoje em dia. Uma época que precisávamos acumular, acumular e acumular por incerteza do amanhã. Quando digo possibilidade de riqueza, digo que poderíamos estar melhores se a riqueza fosse mais bem distribuída. Porque o primeiro momento é de demissões? Porque não propor uma redução de lucros? Os trabalhadores sabem muito bem que redução de renda significa realocação de recursos para o consumo. Porque os empresários, num primeiro momento não poderiam fazer isso, se vivemos em uma sociedade democrática e que alardeiam direitos e deveres iguais? A vida não se resume a zeros em uma conta bancária, a felicidade e tranquilidade podem estar em lugares em que não vemos por conta da cegueira de se acumular cifrões. O governo por sua vez encontra-se gessado pela legislação e não pode cortar o funcionalismo, pois o mesmo tem estabilidade no emprego. Reduzir direitos da população seria desumano. Porque o governo não corta na própria carne, reduz suas despesas em coisas e cargos que poderiam facilmente ser dispensáveis em favor do coletivo. Os trabalhadores, dentro do capitalismo, são, sem sombra de dúvidas, a parte mais fraca e precisa se unir para se tornar mais forte. O sindicalismo é a saída! Os sindicalistas precisam de nossa união, a nossa união precisa de coesão e objetivos comuns e coletivos. Os sindicalistas não podem ser apenas pessoas que têm expressão forte e boa conversa, eles precisam compreender o funcionamento da empresa/secretaria/ministério/governo em que enfrentam. Precisa ser municiado por informações essenciais sobre tudo. Saber negociar e ter a credibilidade da classe é a chave de tudo. A credibilidade é o carro chefe de tudo, o objetivo comum é a essência. Os trabalhadores abrem mão da reposição salarial, reduzem a carga horária de trabalho para reduzir salários. Está fórmula ortodoxa é repetitiva e chata. Cabem aos trabalhadores cobrar uma maximização de resultados dos empresários e dos governos. Redução salarial e de privilégios em todas as instâncias, uma administração coesa e profissional em todas as instâncias. Os trabalhadores se unirem é o básico, os sindicalistas terem uma visão administrativa do problema, um privilégio. Uma mão de obra escolarizada, politizada, coerente e unida é fundamental para uma sociedade desenvolvida como um todo. O conhecimento reduz as diferenças de renda e “Status quo”, tornando nossas diferenças individuais menores.
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016
Uma paixão chamada música 1
Gosto de pensar a música como uma magia, uma criação humana das mais fantásticas que poderíamos ter feito, sem exagero! A música está diretamente associada a alguma imagem, a algum sentimento, a alguma lembrança, a alguma ideologia, a alguma fé. A música identifica uma nação, identifica um comportamento, um estilo de vida, uma religião. A música pode levantar bandeiras, ser porta voz de alguma ideia, de alguma comunicação. Ela poderá abrir alguma porta, servir de algum tipo de libertação ou simplesmente servir de companhia para um dia solitário. Ela poderá melhorar ou piorar seu dia, ajudar ou atrapalhar em situações ou em relações sociais. Acho que o fato de termos sonorizado os filmes trouxe um que emotivo a mais. Não consigo ver determinadas cenas clássicas de cinema dissociadas de sua trilha sonora. A música abrilhanta a vida! Até para escrever sobre ela eu não consigo dissociá-la da emoção... É MAGIA PURA, NATURAL! Eu acredito que a forma de você encarar o mundo, as situações, define, "a priori", o seu estilo musical predileto. Digo estilo musical predileto porque a passionalidade da sua existência nos permite ouvir determinados estilos em determinados momentos. A demanda por determinado estilo primeiro e necessariamente, passa por nossa formação pessoal, segundo pelo ambiente em que estamos e em terceiro pela relação direta ou indireta que temos com as outras pessoas. Em todos os estilos musicais existem músicas curtas, simples e diretas, que existem apenas para nos divertir, para passar o nosso tempo e/ou servir como trilha sonora (assim como nos filmes) para algum comportamento, alguma atitude, alguma tarefa a ser desempenhada. Também existem músicas mais elaboradas, com frequência maiores, que nos fazem refletir ou nos chamam a atenção pela complexidade das harmonias, arranjos e letras. A música poderá ser nossa porta voz (Tanto individual quanto coletivamente) externando algo que individualmente não expressamos, mas que coletivamente acreditamos. Estilos diferentes marcaram épocas diferentes e ditaram comportamentos distintos. Em todos eles o comportamento e o sentimento estiveram sempre à frente de tudo. Houve, por parte da mídia, uma tentativa de padronização da musica na década de 1980. O mesmo tratamento dado ao comportamento de consumo, dentro do capitalismo, foi dado ao comportamento musical das pessoas. Acho que nesta década é que foi institucionalizada a música de trabalho (Música produzida exclusivamente para vender), foi consolidado o mercado musical. Acho que foi nela que ocorreu a "Revolução industrial" dentro da música. A mídia e o seu poder de penetração estabeleceu comportamentos, regras e atitudes, promoveu revoluções e estabeleceu o novo. É maravilhoso pensar como a associação de sete notas musicais constrói uma infinidade de trabalhos em uma infinidade de estilos. Cada instrumento, com a sua característica específica, suscita uma paixão singular. Podemos amar um estilo e odiar outro. É praticamente impossível não estabelecer uma relação passional com a música! Existem músicas que caracterizam nações, caracterizam gêneros, religiosidades, raças e épocas. Poucas coisas criadas pelo homem têm a dimensão e a amplitude da música. A música fortalece ou reverte sentimentos, ambientam locais importantes e nos induzem a sentimentos (voltando ao exemplo do cinema). As notas musicais se permitem, nas mãos dos músicos, transformarem-se naquilo que os sentimentos expressam. Não há como terminar este artigo de outra forma. A MÚSICA É A MAIOR E MELHOR MAGIA HUMANA!
quinta-feira, 21 de janeiro de 2016
Uso prático do conhecimento 9
Pelo fato de termos raciocínio lógico nos achamos superiores aos outros animais porém não é exatamente por ai. Todo animal segue um destino inevitável, nasce, cresce, luta pelo alimento e/ou sobrevivência, se reproduz e morre. Com o ser humano não é diferente nestes aspectos citados a exceção do raciocínio lógico. O raciocínio lógico poderia fazer a diferença de forma mais aprofundada se tivéssemos menos preconceito em seu uso. Pessoas racionais ganham títulos pejorativos, comentários desagradáveis e se tornam pessoas arredias e fechadas. Gosto de falar sobre este tema para alinhavar os conhecimentos humanos em um só lugar. Novamente sem fórmulas de bolo ressalto que o conhecimento humano poderá nos redimir ou nos condenar dependendo de qual conhecimento que é usado em qual lugar. A intensão do uso esta diretamente ligada na formação do executor e suas intensões. Esbarramos na multiplicidade de características humanas que se estendem numa diversidade que só a razão humana é capaz de criar. A democracia, o livre arbítrio não pode enfim ser um motivo para que a pessoa seja livre para ter o direito de morrer de inanição e abandono. Não sendo pretensioso encontramos nos animais habilidades superiores as nossas. Quem tem raciocínio e procura maximizar o conhecimento humano, procura reconhecer nos outros animais suas habilidades e, em estudo de sua dinâmica e comportamento, procura copiar e/ou melhorar estas habilidades. A dinamicidade da economia de mercado estabelece parâmetros perecíveis de trabalho e renda. Estes parâmetros modificados podem acarretar desempregos estruturais que desembocam em uma tradicional dicotomia, ou você se adapta ou morre. Esta adaptação pode causar frustração que, em geral, gera a demanda por alternativas não muito satisfatórias para quem se propõe sobreviver. Como único ser capaz de reverter/direcionar seu destino, o ser humano poderia reservar o excedente de riqueza produzido por ele mesmo para sobrevivência de seus pares. A troca do "modus vivendi" selvagem pelo racional e cooperativo, com ampla e irrestrita difusão de conhecimentos será o alicerce natural para a maior e melhor qualidade de vida na formação de uma verdadeira humanidade. Uma sociedade que substituiria a competição do capitalismo selvagem pela leveza de uma sociedade cooperativa. Imagine todo esse capital especulativo, que derruba bolsas, que alimenta a corrupção e, enfim, que retroalimenta a ganância humana, voltado para uma estabilização monetária mundial. A mente humana não mais na extrema preocupação da defesa contra o outro, a mente humana voltada para a participação efetiva na construção de um mundo melhor e mais justo. Utópico como a letra de "Imagine" de John Lennon, esta sequencia de artigos trabalha e projeta a vida humana com os seres humano trabalhando melhor o equilíbrio entre a razão e a emoção, respeitando melhor a natureza e procurando melhor utilizar toda a gama de conhecimento adquiridos e criados por eles mesmos. O compromisso coletivo viria da individualidade responsável de cada um, viria de um governo, que implementaria um programa de renda mínimo onde a sobrevivência da população estaria garantida, que garantiria os direitos básicos da população e viria da satisfação das empresas em comercializar produtos e serviços com o objetivo primeiro da satisfação em fazer o melhor.
sábado, 16 de janeiro de 2016
Famílias: Ideologias 2
Pensamos a sociedade como algo lógico que segue uma dinâmica racional na qual temos total ciência e conhecimento e nos assustamos com o rumo que algumas situações/acontecimentos tomam porque temos como referencia nos mesmos, nossos valores, nossa logica de vida. Simplesmente ignoramos que todos nos, sem exceção, somo um equilíbrio entre duas forças antagônicas... RAZÃO X EMOÇÃO. Sempre em nossos pré julgamentos temos definidos o futuro dos outros, sempre sabemos o porque de não ter dado certo para o outro e estamos sempre com os diagnósticos e os pareceres em dia. Chato e trabalhoso é entender o outro, é procurar a dinâmica das atitudes do outro, os valores e as razoes do outro. Diante de determinados ambientes, de determinadas logicas, as atitudes de determinadas pessoas podem nos surpreender. Em uma classe baixa por exemplo, onde a falta de verbas e as restrições se somam à ignorância das pessoas, a dedução logica seria que estas pessoas vivessem dentro de suas restrições e posses. Porém vemos outra logica imperando. Vemos pessoas comprando bens supérfluos e se restringindo do necessário, dentro de uma ideologia consumista, capitalista, onde a ostentação e o comportamento de manada supera ate mesmo as necessidades físicas. A ideologia capitalista nos direciona para a capacidade de consumo como o expoente de vida. A sofisticação como algo alcançável e a simplicidade como algo dispensável. Consome-se bens que não servem para a pessoa ou que não trazem satisfação pelo simples fato de se ter um bem que a maioria das pessoas consideradas expoentes consomem. A autoestima destas pessoas esta diretamente vinculada aos produtos que elas consomem. Algumas destas pessoas veem as pessoas mais simples como alguém a ser explorado, criticado ou menos prezado. Qualquer conhecimento, por mais efêmero que seja, e diante dos seus pares, o torna especialista em algo em que ele tem um conhecimento apenas superficial. Diante de suas necessidades o outro sera sempre alguém a ser explorado em prol de suas carências e necessidades. Na mesma classe baixa e diante das mesmas restrições e falta de verba, temos pessoas que sua condição nunca mudará, nunca melhorará. Esta pessoa acha que o governo e os grandes empresário são responsáveis pelo seu futuro. Acreditam numa sociedade igualitária mas não lutam para este acontecimento. Tudo que recebem ainda é pouco (a sua referencia é um nível de consumo superior ao seu) e aquilo que não recebem é castigo ou esta ligado á sua condição social, NADA É POR MERECIMENTO OU DESMERECIMENTO! A sua autoestima, também vinculada ao consumo, vê o consumo de determinados bens e serviços como algo incansável para uma pessoa de sua classe social. Acostumados a exploração do capitalismo selvagem, sempre acha que os direitos são coisa bonitas e incalcináveis. Algumas destas pessoas veem a posse de outras pessoas como algo a ser usurpado, furtado/roubado. Pela sua condição de vida ele acha que deveria ter tido sorte melhor e não se faz de rogado se, para se obter aquilo que se acha justo e necessário para si, ele tenha de prejudicar o direito de outro. Em ambos os casos, tanto a direita (como no primeiro caso) quanto a esquerda (como no segundo caso), carece-se de visão do outro, de repeito ao espaço comum, a atitudes coletivas. Isso não é necessariamente e um roteiro preestabelecido, são ideias curiosas de onde surgem as ideologias de esqueira e de direita. Este texto encontra-se publicado no blog http://trololochacalete.blogspot.com.br/.
terça-feira, 12 de janeiro de 2016
Taxa de juros: Investidores
Os investidores, sejam eles famílias ou empresas, têm como única finalidade reproduzir o capital investido, assim sendo a sua influencia deveria se restringiria à taxa de juros. A compra e venda de papeis ao redor do mundo se basearia no lucro imediato e direto, sendo a procura por taxas de juros maiores o objetivo maior e a reprodução estéril do capital a finalidade basal. As taxas de juros, normalmente estabelecidas pelos bancos centrais estabelecem o valor do dinheiro e a sua finalidade, o investimento. Este capital, que ao longo dos tempos, foi acumulado de tantas formas diversas que consumiriam um artigo maior que este e mesmo assim não saberíamos informar tanto sua procedência quanto seu montante. O certo é que estes capitais, independente do juízo de valor que se faça deles, trabalha pelo seu crescimento e reprodução completamente alheio ao sistema produtivo. O mercado de ações, apesar de atrair este tipo de capitais, não exige ou melhor dizendo não traz m seu bojo a preocupação dos detalhes produtivos, apenas o montante de lucros que ela gera. Não estou dizendo que não existam investidores interessados em saber sobre a atuação das empresas as quais se compra as ações, apenas não é a preocupação central, nem imediata de todos os investidores. Em seu fluxo normal ele aporta onde existem taxas de juros mais atraentes e abandona as menos atraentes. Governos descontrolados financeiramente podem se utilizar destes capitais para fechar seus balanços de pagamentos. Subindo suas taxas de juros, estes governos se utilizam deles para tapar rombos imediatos em seus balanços de pagamentos. A emissão de títulos do governo e o aumento das taxas nominais de juros atraem os capitais a se cobrir, no curto prazo desequilíbrios macroeconômicos imediatos. Trata-se de uma faca de dois gumes pois o setor produtivo ou governamental terão que remunerar, no médio e longo prazo ao capital, mais o acres imo da taxa de juros contratada ao investidores. Falando abertamente, os capitais especulativos não são o mal, o mal repousa no uso dos mesmos que poderão se tornar devastadores nas economias em que eles entram. Mega sensíveis ao comportamento das economias, aos boatos e às à crises, as recessões levam investidores a procurar outros investimentos para a recuperação ou ate mesmo a continuar a sua reprodução. Poderemos ter uma procura imediata por ouro e outros ativos financeiros mas centralizemos nosso foco na compra de dólares. Qualquer diagnostico de fraqueza de determinada economia leva panico aos investidores que procuram imediatamente economias mais solidas ou investimentos alternativos mais seguros. Um endereço certo é o mercado de uma nação mais estável e robusta, outro é o mercado câmbio, O DÓLAR. A maior procura pelo dólar o transforma em uma mercadoria mais cara. O seu aumento de valor aumenta a sua procura, que faz com que seu valor de face aumente ainda mais em uma espiral crescente. O dólar mais caro favorece ao setor exportador e desfavorece ao mercado interno pois no primeiro há o superávit há um incremento nas vendas e no segundo um a diminuição na demanda. São estes momentos que fazem com que os governos atuem socorro ao mercado pois determinados boatos e/ou informações fazem com haja uma forte venda de ações fazendo seu reduzir. Parte desse capital sai do país para economias mais fortes e parte dele começa a migrar para a compra de dólares. Os bancos centrais estabelecem limites para a baixa e para a alta do dólar. Os desequilíbrios macroeconômicos levam ao "ataque ao dólar", que, dependendo da magnitude disparam reações das mais diversas. Paralisação temporária do pregão da bolsa, atuação governamental no mercado de câmbio e pronunciamento oficial de alguma autoridade oficial, são algumas das reações diante destes desequilíbrios macroeconômicos. Este texto encontra-se publicado no blog http://trololochacalete.blogspot.com.br/.
terça-feira, 5 de janeiro de 2016
Taxa de câmbio: Empresas
Depois do excedente de capitais proveniente das navegações mercantis e da revolução industrial, o acumulo de capitais e a constituição de novos investimentos produtivos maximizou o capitalismo. As empresas multinacionais e transnacionais passaram a demonstrar um robusto poder de decisões nas nações de origem e nas nações nas quais elas se instalam. Ao lado dos grupos de investidores as mega empresas são responsáveis pelo movimento cambial em sua quase totalidade. Em períodos de prosperidade da economia mundial estas empresas contribuem decisivamente para o movimento de câmbio mundial, seja através do comércio mundial, seja através da especulação no mercado de capitais. As mega empresas constituídas em determinados países maximizam seus lucros com vendas no mercado interno e externo. As vendas no mercado externo fazem com que os importadores de outras nações procurem uma maior quantidade de moeda estrangeira para o pagamento de suas importações. A maior procura da moeda estrangeira pressiona a sua oferta e, dependendo da sua magnitude, o seu valor de face aumenta (apreciação). Dependendo da magnitude da oferta de importados diminuem-se a demanda por produtos nacionais podendo ocasionar desemprego e recessão. A oferta de produtos importados força a competitividade dos produtos nacionais equilibrando o nível de inflação. A distorção pode ocorrer se os empresários acharem mais vantajoso investir no mercado financeiro ao invés de produzir, isso ocasionará diminuição na oferta de produtos e pode, em casos extremados, ocasionar uma recessão. As vendas no mercado externo provenientes das exportações por sua vez promovem uma maior demanda por moeda nacional, A FAMOSA IMPORTAÇÃO DE POUPANÇA! Maior oferta de moeda nacional leva a apreciação da moeda estrangeira que, dependendo da sua magnitude, promove a redução da demanda por produtos importados. O ruim é que, se a parte que excede ao investimento em produção não for captada pelo mercado financeiro, teremos a tendência de majoração de preços (inflação). Uma coisa é fato, tanto com o câmbio apreciado quanto com o câmbio depreciado teremos rebatimentos em todo o setor produtivo, especulativo e balanço de pagamentos (contabilidade governamental). Em cima da atuação empresarial, a atuação governamental implementara políticas monetárias e/ou fiscais para trazer a economia ao seu equilíbrio ou desequilibrá-la em detrimento à algum grupo econômico forte. Uma política fiscal bem implementada protege a economia nacional de manobras estrangeiras no sentido de se prejudicar as empresas nacionais através de preços artificiais dos importados (isenções de impostos para produtos nacionais, aumento de alíquotas de importação ou aumento da burocratização das importações). Esta mesma política fiscal poderá servir para proteger alguma indústria bem influente no governo de ter que se adequar a alguma mudança na oferta dos concorrentes estrangeiros. Uma política monetária bem implementada enxuga a oferta de moeda nacional, seja através do aumento do depósito compulsório, seja através do aumento nas taxas de juros. Podemos concluir que a influencia das empresas na taxa de câmbio é infinitamente mais robusta que a influência das famílias. As formações de políticas monetária e fiscal se baseiam muito mais no resultado da atuação das empresas que das famílias. Esta mesma formação poderá ser gerada ou estar a serviço de determinados grupos favorecendo-o em detrimento da sociedade como um todo. Este texto encontra-se publicado no blog http://trololochacalete.blogspot.com.br/.
quinta-feira, 31 de dezembro de 2015
Taxa de câmbio: Famílias
O mercado internacional é a mola mestra da oscilação das taxas de câmbio. A interferência das famílias nas taxas de câmbio é muito mais insignificante do que a atuação das empresas (A Exceção se faz presente quando os investidores individuais formam ou se associam a grupos de investimentos). A relevância das famílias tem uma particular relevância e serve como motivador para políticas monetárias e fiscais por parte do governo. Uma excessíva carga tributária sobre os bens e serviços de uma nação reduz a demanda por parte da população sobre bens e serviço, tanto no mercado interno quanto no mercado externo. A oferta e a demanda internacionais ocasionam reflexos diretos no mercado interno. A demanda por um produto importado ocasiona a sua procura, que ocasiona a demanda pela moeda do país de origem do produto. Como a demanda por estes produtos costuma não ter reflexo imediato na taxa de câmbio dado o seu peso dentro do balanço de pagamento de uma nação, o seu reflexo se dará na oferta e demanda de produtos e serviços iguais ou similares no mercado interno. A procura por produtos importados leva á troca câmbial, aumentando a oferta de moeda estrangeira nas mãos das famílias. As famílias por sua vez gastarão esta moeda no país de origem da moeda proporcionando ao país de origem uma injeção monetária que cobrem os custos da empresa vendedora, remuneram seu lucro e ainda municiam a mesma para que prosiga em seus investimentos, A FAMOSA EXPORTAÇÃO DE POUPANÇA. A procura por produtos importados reduz a procura dos mesmos ou similares produtos nacionais. Esta redução de demanda produz efeitos beneficos nas taxas de inflação, pois os produtos nacionais terão que se adequar aos importados sob pena de perda de mercado. A analise dos empresários sobre os movimentos de mercado levam em consideração a taxa de juros vigente no mercado, ou seja, será melhor investir na produção e competir com os produtos ou seus similares importados ou investir no mercado financiero com suas taxas de juros? Se a opção for pelo mercado financeiro poderemos ter desemprego e redução na oferta de bens e serviços, podendo ocasionar uma retração na economia. O normal é o monitoramento destes movimentos, por parte do governo, para maximizar as politicas monetária e fiscal beneficiando setores do mercado interno. A prática destes acontecimentos dependerá necessáriamente da política econômica adotada pelo governo. Os ministros de governo devem ficar atentos, monitorando os movimentos para que a sua atuação seja pontual e "cirurgica", promovendo incentivos à produção e à prestação de serviços, beneficiando a economia como um todo. A família que tem membros que trabalham em outros países entrou no mercado de câmbio injetando moeda no mercado, já que a circulação monetária no país, necessáriamente, deve ocorrer com a moeda nacional. O inverso ocorrerá com estrangeiros, que residem em um país, que enviam valores ao seu país de origem. A globalização apresenta o mundo como um mercado financeiro unificado para investimentos. Famílias com valores para investir podem investir no mercado interno ou externo, dependendo dos níveis de taxa de juros e da atitude de se arriscar neste tipo de mercado. Neste caso os fluxos financeiros terão rebatimento direto na taxa de juros tanto em seu movimento natural quanto pela administração da mesma pelo governo. Eu acredito que a movimentação de moeda estrangeira por parte das famílias no mercado de bens e serviços terá seu rebatimento concentrado na oferta e demanda deste mercado e no mercado de trabalho. Este texto encontra-se publicado no blog http://trololochacalete.blogspot.com.br/.
terça-feira, 22 de dezembro de 2015
Famílias: Ideologias 1
A base de toda a sociedade é a família. A origem de tudo determina o modo de agir e pensar de cada um de nós. Como vivemos uma pluralidade de formações humanas, conjecturar sobre essas formações torna especulativa qualquer associação ou determinação a este respeito. Como não se trata de um trabalho cientifico tudo bem! Em uma família de classe médio-baixa poderemos ver filhos que são acostumados ao batente, aos custos das coisas, filhos de pais que não se sacrificam em nada pelo futuro de seus filhos. Existem também famílias que encastelam seus filhos em reinos de fantasia e fartura, onde tudo está ao alcance das mãos e dos desejos. Poderemos ter pais que planejam e traçam o futuro dos filhos como em um roteiro preestabelecido ou pais que se anulam em função dos filhos. Os primeiros argumentam que não são eternos e que mais cedo ou mais tarde os filhos terão que se virar e sobreviver. Os segundos argumentam que sofreram demais e que não querem os filhos passando pelo que eles passaram. Em uma multiplicidade de vertentes alguns largam os filhos á própria sorte, não se intrometendo em suas relações com os outros, nem mesmo quando estas relações são desleais e desfavoráveis aos filhos, outros se intrometem em tudo desejando que os filhos fiquem em um "campo de força" no qual nada de mal acontecerá a eles. Alguns, depois de um determinado tempo vão "abdicando" do pátrio ou mátrio poder, deixando que o filho se ambiente da disputa e do trabalho. Estes filhos, acostumados ao ambiente capitalista e competitivo, veem o dia-a-dia como uma guerra pela sobrevivência, costumam não se ambientar em um clima de conhecimento acadêmico/estudantil, sendo os famosos "self made man's". Dependendo da agressividade com que encaram o dia a dia não conhecem ou não se interessam em conhecer a ética nem tão pouco tem escrúpulos. Atropelam a tudo e a todos com uma volúpia assustadora. O acumulo de capitais é o objetivo e em nome dele fazem o que for preciso para alcançarem o objetivo. São autodidatas, autossuficientes e não confiam em ninguém. Assim como os nossos ancestrais das cavernas, lutam até quando tem o suficiente para si e para os seus por achar que o amanhã é incerto, ou simplesmente querem se destacar em seu meio pelo número de propriedades e "status quo" alcançados. Querem ser diferenciados no grupo pelas posses e estilo de vida diretamente ligado ao capitalismo. É interessante salientar-se a inserção dentro da sociedade para este grupo. Independente do que acreditam ou pensem, eles seguem a maioria com um comportamento de manada. O conhecimento prático é a base e o fundamento de tudo. A sua ideologia, em sua maioria, é liberal de direita, adepta das leis de mercado e do "laissez faire, laissez aller, laissez passer". Aqueles que recebem tudo na mão, não se familiarizando com as restrições orçamentárias e com as dificuldades do dia-a-dia, tendem a se tornarem pessoas com uma educação formal caprichada e uma educação familiar sofrível pelo fato de terem o costume de receberem não como resposta. Dificilmente abrem mão de alguma coisa por qualquer que seja o motivo, o universo das letras fornece uma espécie de ambiente virtual onde tudo se resolve através do roteiro preestabelecido pela ideologia (mesmo que a realidade indique o contrário). Em sua maioria têm um conhecimento histórico robusto, são socialista/comunistas (Ideólogos de esquerda) e acreditam que o estado tem que, por obrigação, ser o provedor da sociedade. Este texto encontra-se publicado no blog http://trololochacalete.blogspot.com.br/.
terça-feira, 15 de dezembro de 2015
Taxa cambio: o básico
A demanda e a oferta de moedas estrangeiras definem o preço de sua cotação. A interação entre os agentes econômicos tem rebatimentos nas mais diversas formas. Para formar os preços da moeda, as famílias, as empresas e os governos, cada um, conforme suas demandas movimenta os mercados interno e externo. As famílias influenciam a formação das taxas de câmbio de uma forma peculiar. Existem agentes que encontram oportunidades de trabalho fora de sua nação, existem agentes que encontraram e/ou preferem o seu lazer fora de sua nação e existem agentes que encontraram lucrativos investimentos também fora de sua nação. A globalização nos permite interagir com universos diferentes dos nossos. O importante é o livre arbítrio da escolha, pressuposto "sine qua nom" da democracia. As empresas, por sua vez interagem com exterior também com as suas peculiaridades. As empresas podem encontrar insumos, matérias primas e mão de obra em outras nações, podem vislumbrar oportunidades de crescimento em outros países, encontrar oportunidades de ganho financeiro em outras nações e/ou receber ou enviar os lucros de suas atividades fim. O governo entra neste jogo financeiro, protegendo o mercado interno, incentivando os investimentos produtivos e especulativos e traçando politicas monetárias e fiscais a fim de maximizar a satisfação e o ganho dos agentes internos, sejam eles as famílias ou as empresas. Internamente a moeda que circula é a moeda nativa de cada nação, normalmente regulada pelo Banco central de cada pais. A regulação da circulação de cada moeda procura regular a oferta e a demanda de produtos e serviços no mercado interno. A taxa de juros (que neste sistema funciona como elemento endógeno) aparece como disciplinador, dentro de uma politica monetária, dos preços dos bens e dos serviços. Todos estes elementos influenciam direta ou indiretamente o preço do cambio, que é o preço da moeda estrangeira em valores monetários nacionais. Procure ter um raciocínio intuitivo com relação ao que esta sendo falado, pois o mercado tem um vocabulário peculiar e próprio para lidar com seus movimentos. Quando a moeda estrangeira sofre uma procura grande, esta passa a ser uma mercadoria valorizada. A valorização de algum produto, independente do que seja, dentro do jogo da oferta e demanda, leva ao seu aumento de valor, no caso chamaremos este aumento de valor da moeda estrangeira de APRECIAÇÃO. O inverso também ocorre, ou seja, a redução do valor da moeda estrangeira será chamada de DEPRECIAÇÃO. É preciso raciocinar a complexa interatividade dos agentes que influenciam o valor da taxa de cambio. A sua apreciação ou depreciação tem rebatimento no nível de preços interno, consequentemente na oferta e demanda de produtos no mercado interno, no estabelecimento da taxa de juros, no balanço de pagamentos e no mercado de capitais. Devido à abertura dos mercados de capital esta sendo adotada, desde 1995, pelo Banco Central, o sistema de bandas para o mercado de cambio. A cotação da moeda estrangeira "flutua" dentro de uma margem mínima e uma máxima. Qualquer cotação para menor da cotação mínima, ou para maior da cotação máxima o governo entra vendendo moeda estrangeira no primeiro caso ou comprando moeda estrangeira no segundo caso. Em ambos os casos o rebatimento no balanço de pagamentos é direto. Além da regulagem dos preços e cotações, o governo estabelece politicas e monetária e fiscal dentro de um planejamento desenvolvimentista, adequando as duas politicas ao interesses de suas politicas macroeconômicas interna e externa. No geral, tanto famílias, quanto empresas ou governo trabalham em consonância com seus interesses individuais. Este texto encontra-se publicado no blog http://trololochacalete.blogspot.com.br/.
quinta-feira, 10 de dezembro de 2015
Mãe de verdade
Ser mãe é um processo natural e que demanda humildade e dedicação. Sendo a mãe natural ou adotiva, o importante é que seja uma mãe de verdade. O que é ser uma mãe de verdade? Como é em toda questão relacionada ao ser humano, ser uma mãe de verdade não tem um modelo acabado em sí, existem diversos exemplos a serem seguidos, diversas matriarcas de valor a serem copiadas e diversas formas de agir. Não entrarei no mérito do certo ou errado, lugar comum extremamente prático que nos desobriga a refletir e a dimensionar um tema tão relevante. De minha parte penso que a maternidade começa no desprendimento de uma grande mulher para a formação de um novo ser humano. Um recém nascido esta em completa formação, esta em processo evolutivo. Como todo ser humano sua evolução passa necessariamente pela satisfação de suas necessidades imediatas e fisiológicas. O normal de se ver é que a mãe satisfaça estas necessidades. Embora não saiba externar sentimentos pois suas ações e reações ainda estão em fase embrionário e o seu desenvolvimento físico ainda está acontecendo. O recém nascido expressa em suas reações a satisfação ou insatisfação com o que ocorre com ele. A mulher de verdade é generosa, compartilha a felicidade deste momento se satisfazendo com a satisfação do bebê e compartilhando-o com um homem de verdade. A maternidade e a paternidade são supremos aprendizados, são aprendizados necessários, são oportunidades de evolução. A necessidade imperial do capitalismo de se sobreviver com o trabalho exige um criação cooperativa e compartilhada, novamente, sem formulas feitas nem modelos preestabelecidos. Apenas um homem e uma mulher de verdade se doando em seu melhor em função da continuidade da vida. Estar atento as novas demandas, manterem-se em alerta quanto a segurança e as crescentes demandas são passos importantíssimos para o desenvolvimento da família como um todo. Não existe ponto de partida definido, certo. Uma mulher de verdade ajuda a formar um homem de verdade, um homem de verdade ajuda a formar uma mulher de verdade, não importa. O importante é que os dois contribuam decisivamente para um ser humano melhor, o(a) filho(a). Estes novos seres humanos constituirão o embrião da verdadeira humanidade, cooperativa, consciente, equilibrada e feliz. Diante da imensa pluralidade da nossa sociedade nada melhor que a naturalidade, ou seja, independente do que falem, façam ou pensem, devemos nos esmerar para colocar no mundo uma pessoa feliz, bem resolvida e em paz consigo mesma. Se conseguirmos isso já teremos dado o nosso passo rumo à criação da verdadeira humanidade. Uma comunidade que procura o equilíbrio entre a mente e o corpo, entre a individualidade e a coletividade, entre o amor e o ódio e entre a produção e o descanso. A família feliz gera um ser humano pacífico, que por sua vez trás equilíbrio e harmonia por onde passa. A família feliz é o pontapé inicial para a formação da primeira geração dos verdadeiros seres humanos. Fundamental para se chegar a este patamar de desenvolvimento é o total desapego da mãe e do pai de verdade com relação ao desenvolvimento dos filhos. É a prática da frase "o discípulo supera o mestre", é a liberdade e o livre arbítrio em favor do crescimento individual dos filhos. Se ele demonstra maior habilidade em determinado campo, ao invés de reprimir e censurar, apoiar e dar suporte faz toda a diferença. A escolha do caminho a seguir faz toda a diferença entre a satisfação e a insatisfação, entre a frustração e a realização. Com certeza o caminho mais fácil pode ser o pior. Este texto encontra-se publicado no blog http://trololochacalete.blogspot.com.br/
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