sexta-feira, 3 de novembro de 2017

A análise econômica multifacetada 1

A economia globalizada abrange nuances impensáveis e intangíveis em um primeiro momento. A complexa interatividade entre os agentes econômicos, entre os mercados e entre as nações e suas políticas econômicas, norteiam de forma sistemática as nossas ações futuras. As decisões Macroeconômicas (Governamentais) e Microeconômicas (empresariais) têm seus reflexos diretos na população como um todo. A repercussão destas decisões depende necessariamente da organização, politização e educação da população. De qualquer forma a base do cidadão é tudo! A necessária forma de inserção da população dentro da sociedade define sua ação coletiva. Esta analise parte do menor para o maior, ou seja, do cidadão para as relações internacionais. Em uma sociedade o primeiro contexto é o individual, depois o familiar, e se sucedem às instâncias até se chegar ao mundial. Ninguém, em sã consciência pode dizer que consegue efetuar uma análise exata de uma questão, analisando-a em todas as suas vertentes e nuances. Nem todas as características estão visíveis no momento, nem todas as conseqüências são imediatas e acima de tudo, nem todas as conclusões imediatas nos levam à melhor leitura das conseqüências. O que é fundamental deduzir é que a publicidade estará sempre a serviço dos grandes conglomerados financeiros. Dentro do capitalismo de mercado, as grandes empresas normalmente fazem lobby junto às instancias de decisões governamentais para que as decisões sejam-lhe favoráveis. As grandes empresas de publicidade, que vivem de verbas para propaganda e marketing, divulgam noticias e fazem matérias favorecendo quem paga mais e melhor, consequentemente, qualquer decisão econômica terá o viés de análise favorável aos grandes conglomerados/empresas/detentores do poder no momento. Existe uma mega estrutura de favorecimento aos grandes conglomerados e detentores do poder, de sorte que toda e qualquer medida econômica adotada terá à priori a análise favorável à mesma. Existiu um tempo em que a história findava aqui. Hoje, através do acesso à informação e as mais diversas formas de se expressar podemos quebrar esse paradigma. Não estou aqui fazendo apologia à informação sem fonte confiável nem valorizando quem fala/escreve por falar/escrever, estou propondo um grande fórum de debates. As redes sociais estão ai para que possamos nos comunicar e expressar. Não adianta grupos de advogados, engenheiros, economistas, ou qualquer outra especialidade debater sobre amenidades. Não nos leva a lugar algum! Faça valer sua formação, seja chato! Use e abuse da Desconstrução (https://pt.wikipedia.org/wiki/Desconstru%C3%A7%C3%A3o) , promova e incentive a Dialética (https://pt.wikipedia.org/wiki/Dial%C3%A9tica), enfim, seja democrático, A Análise econômica só terá validade se abranger à todos indistintamente. Quando ela apontar quem ganha e quem perde. Quando, favorecer a maioria, mas não prejudicar (ou prejudicar pouco) a minoria. Quando fornecer subsídios que diminua tanto o favorecimento aos grandes quanto o desfavorecimento dos pequenos. Precisamos, acima de tudo de informações confiáveis e verídicas!

domingo, 23 de julho de 2017

Satisfação, Planejamento e Custos 1

Sempre nos deparamos, seja por imposição de nossa criação, seja por incredulidade, seja por comodismo, com as expressões, “isso não é pro meu bico!” “Quem dera eu pudesse!” “Isto está fora do meu alcance!” Eu acredito e acho fundamental responder as perguntas do artigo “Viva leve, pense leve 2 (http://trololochacalete.blogspot.com.br/search?q=pense+leve,+viva+leve+2) para que possamos estabelecer um “modus vivendi” coerente ciom nossa individualidade e compatível com nossa condição financeira. Precisamos, e não é via de regra, é apenas uma sugestão, saber responder a essas indagações. O nosso individualismo em consonância com todos que nos cerca nos remete ao individualismo responsável (http://trololochacalete.blogspot.com.br/search), à responsabilidade financeira e acima de tudo ao respeito à nossa individualidade. Precisamos entender que a satisfação de nossos prazeres e necessidades sem planejamento nem responsabilidade financeira é efêmero e temporário. O planejamento financeiro é mais simples do que você imagina (https://drive.google.com/file/d/0BzCSAfanMf93WXNDRUtETnpFQ1U/view) e mais gratificante do que você pode imaginar. Imagine você consumindo o que você quer, satisfazendo seus gostos e sua família! Procure entender e aceitar que a satisfação do seu consumo esta diretamente ligada à quantidade e periodicidade. A sua saúde física e financeira são fundamentais para um consumo satisfatório, correto e ideal. Se o bem é muito caro, os períodos de consumo devem ser menores e a sua satisfação deve se limitar à quantidades menores. Se o bem for algum alimento que prejudique sua saúde, o mesmo deve ser rechaçado em prol de uma maior longevidade. Se o bem for de super luxo devemos fundamentalmente voltar aos questionamentos do primeiro Link. Escolhidos e relacionados os bens para consumo partimos para o Planejamento financeiro. Aquele que gasta menos do que ganha tem a oportunidade de trabalhar o seu orçamento. Aquele que destina uma reserva financeira seja ela percentual ou nominal não importa, se precave de pequenos imprevistos e com o montante destinado ao consumo e ao investimento satisfaz aos seus prazeres pessoais e familiares. Intimamente ligado ao planejamento, o custo é à base de todo o assunto deste artigo. Se você quer incorporar o custo de algum bem caro, divida-o em prestações. O fundamental é que sejam prestações que cabem em seu orçamento, no caso de você queira ter um consumo imediato (sujeitando-se, obviamente ao pagamento de juros) ou prestações para investimento para compra do bem à vista, caso você consiga se abster por algum tempo do consumo deste bem. O fundamental é ter equilíbrio entre a razão e o coração, entre o consumo e a necessidade, entre o consumo e a renda e entre a renda e o custo. Lembre-se que até a natureza tem seus métodos, seu modo de agir. É fácil? Não! É imediato? Não! É profundamente necessário! Gate um tempo planejando a sua felicidade e seja feliz, VOCÊ MERECE E É CAPAZ DE FAZÊ-LO! ACREDITE EM SUAS CAPACIDADES!

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Políticas inclusivas e seus custos

O mundo dos excluídos é um mundo vasto e complexo, existem diversos tipos de exclusões. Exatamente por ser um mundo vasto é que as políticas inclusivas devem ser responsáveis e coerentes. Imaginemos uma pessoa que nunca teve nada, um elemento invisível aos olhos da maioria da sociedade. Imagine o quanto ele deve ser ávido por pelo menos se igualar aos olhos daqueles que não o enxergam. Este é um gancho perverso para políticos inescrupulosos, que, dependentes de eleições, enxergam estes excluídos como degraus para suas subidas políticas. Quem é excluído se preocupa, primeiramente com sua sobrevivência, não se preocupa com políticas sociais, com fiscalizações eleitorais, com planos de governo. Ninguém se torna cidadão com necessidades básicas de sobrevivência. Na Pirâmide de Maslow as preocupações sociais são precedidas pelas preocupações fisiológicas e com segurança. Cabem exatamente aos eleitores conscientes, não só votar de forma correta e coerente. Ele deve argumentar (nada de impor) com os outros sobre as melhores e mais coerentes políticas inclusivas. O convencimento deve vir necessariamente de um plano de governo do candidato que deverá, necessariamente, mostrar o quanto custará, de onde virá a verba e quem deverá ser responsável pela administração. Não devemos ser apenas monetaristas, a frustração de promessas de campanhas não cumpridas deprecia ainda mais a autoestima de quem se acha invisível aos olhos de todos. Qualquer administração deve se pautar pelo planejamento, execução e transparência administrativa financeira. O plano de governo deverá ser cumprido e fiscalizado. As crises financeiras são inerentes a qualquer administração. O governo que elenca prioridades pode, sem medo, destacar cortes de verbas, problemas de arrecadação e prioridades de governo. Prometer medicamentos, tratamentos, bolsas de estudo e subsídios para quem é excluído deve ser feito com muito critério sob pena de transformar uma simples eleição em uma frustração coletiva. Outro ponto que deve ser enfatizado é a fiscalização da verba destinada para esses programas de governo. É complicado que os membros do executivo designem o comando das autarquias que irão fiscalizá-los. O MP e o TC devem gozar de autonomia o suficiente para entrar em ação em caso de dúvidas quanto à destinação das verbas. O Plano de governo deveria ter um prazo estabelecido de execução para que os Tribunais Eleitorais pudessem questionar o eleito sobre promessas não cumpridas. Deveria haver uma espécie de “Código de defesa do eleitor”. Ter grandes projetos para inclusão social torna a coisa pública mais humana. Prometer e não cumprir, ou cumprir parcialmente políticas sociais não torna o político melhor do que aquele que governa para a elite. Se não fiscalizamos nossos eleitos, se tratamos cada eleição como um campeonato ao qual nosso candidato venceu, nos tornamos cumplices de seus crimes administrativos futuros. Não que seremos processados juntamente com ele, porém, perderemos prerrogativa moral de criticá-lo. Fiscalizando e se posicionando de forma cidadã poderemos, sem sermos piegas, nos tornar oposição à um governo que ajudamos a eleger. Nosso posicionamento dependerá, necessariamente, ser orientado pela atuação do eleito.

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Individualismo responsável 5

Viver o individualismo responsável com democracia é tratar de forma democrática o trabalho. Especialmente em sociedade de gênese aristocrática, o trabalho é tratado como subproduto econômico, como castigo. Convenciona-se que a pessoa vive bem se não trabalhar, se viver de brisa e festa, se tiver pessoas prestando serviços básicos para você. O grande problema é que, quando você trata o seu semelhante como cidadão de segunda classe este tende a guardar magoas, a repassar esse tratamento, a se considerar inferior. Quando qualifica-se algum trabalho como sendo de segunda classe não alça-se o trabalho ao rol das atividade dentro da democracia. O individualismo responsável não hierarquiza o trabalho, não diferencia cidadãos em classes. O responsável pela limpeza de um departamento, o programador de softwares e o diretor da empresa devem enfrentar uma fila por ordem de chegada, independente das funções que desempenhem na vida. Se começarmos democratizando o espaço social, em detrimento a convenções, começamos bem. Outro ponto fundamental é a nossa atividade vital. O nosso organismo precisa de movimento, precisamos exercitar músculos e mente, precisamos nos alimentar bem e precisamos queimar calorias. Essas necessidades orgânicas já descartam a possibilidade da inércia. Precisamos saber ouvir a voz que vem de nós mesmos. Precisamos individualizar as necessidades e assumir responsabilidades, dizendo de outra forma, devemos saber do que precisamos e sermos responsáveis por tudo aquilo que causamos à nós mesmos e aos outros. O inter-relacionamento entre humanos pressupõe responsabilidades sociais. Se ela não vem do indivíduo, ela vem do judiciário. O importante é a manutenção da democracia. O que fazer para sair da inércia, para movimentar e ser saudável? Seja você mesmo, responda para si mesmo as questões básicas do artigo “Viva leve, pense leve 2” deste blog (http://trololochacalete.blogspot.com.br/search?q=pense+leve,+viva+leve+2). A maioria das pessoas negligencia os deveres da democracia e exige os seus direitos. O individualismo responsável exige auto-conhecimento, auto-crítica, conhecimento de legislação e acima de tudo ética e senso comum. O individualismo responsável é o passo mais decisivo para a formação da “verdadeira humanidade”, humanidade esta calcada no respeito à diversidade, sem miséria, sem stress, produtiva e harmoniosa. Assim como os pensadores sonham com um mundo mais harmônico esta prática está na mão de cada indivíduo. Se as pessoas seguissem suas religiões (qualquer uma delas) à risca, se a levassem a sério, se os partidos políticos democráticos fossem realmente democráticos, se os partidos de esquerda primassem pelo social em detrimento da riqueza do partido único, se os comerciantes/indústrias/prestadores de serviços estipulassem um teto para seus lucros e se os trabalhadores procurassem uma vida mais tranqüila de acordo com seus ganhos acho que o objetivo de uma humanidade de verdade seria mais factível.

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Teorias da administração na vida das famílias – PDCA

Pensar a administração doméstica com conceitos de administração não precisa ser uma coisa rígida, gessada, especializada, chata. A administração domestica com qualidade realoca recursos e maximiza a satisfação do consumo e do investimento. A teoria do PDCA, caracterizada em um link no fim deste texto, nos mostra cada ponto a ser analisado. Plan (P plano) depende necessariamente de uma estabilidade financeira, não se pode estabelecer um plano financeiro de ação sem que se tenha a necessária segurança de se ter recursos para a sua execução. Os custos domésticos devem ser discutidos democraticamente entre as pessoas da casa desde o consumo de bens duráveis até o consumo de bens perecíveis. O consumo baseado no Just in time maximiza o uso dos recursos usados e disponibiliza recursos para investimentos ou ainda os destina a algum tipo de consumo inesperado. Não existe receita de bolo! O destino do consumo e do investimento decidido coletivamente implica em compromisso familiar no entorno do orçamento. Estruturado e trabalhado de forma democrática o orçamento, que privilegiou o pagamento das contas básicas (custo fixo), que reservou algum tipo de verba para despesas inesperadas (custo variável), que reservou uma verba programada para algum tipo de investimento, está preparado para o segundo passo. Do (D Executar), este ponto faz-se mister respeitar-se o que fora planejado. A credibilidade do planejamento passa necessariamente por uma execução bem feita. Isso não significa necessariamente o gessamento naquilo que fora planejado, os imprevistos são elementos que redirecionam todo o planejamento e especificam mudanças pontuais e permanentes. Altas sazonais de preços, mudanças de hábitos, novos padrões de consumo e alterações estruturais de comportamento e consumo devem ser discutidas não só no planejamento, mas também na execução de forma a maximizar a satisfação dos membros da família. Esse tipo de administração familiar voltada para a maximização da informação leva à compreensão da situação por toda a família. Check (C checagem), este ponto nada mais é do que um olhar crítico sobre o que foi executado. No inter relacionar das pessoas há os tradicionais altos e baixos, conflitos, desavenças, ninguém é imune a estes elementos. Como lidamos com eles é que faz toda a diferença. Realocações de consumos, mudanças, aprovadas ou não, são objeto de discussões familiares. O clima ameno e descontraído deve nortear este momento, onde demandas devem ser pesadas para que no próximo planejamento sejam implementadas novidades ou que sejam realocados os recursos existentes. A checagem maximiza a satisfação para o próximo passo. A (A act ação), este ponto enaltece os pontos positivos conquistados, promove as mudanças estabelecidas na checagem e promove ou não as mudanças sazonais ocorridas no desenrolar dos acontecimentos. A ação fecha com chave de ouro tudo o que fora feito até o momento. Todo o processo deverá desenvolver o espírito crítico e prático da família, deve promover a equidade entre todos e mostrar que tudo nesta vida tem um preço e que o planejamento poderá trazer maturidade a todos. A ação municia um novo plano, reinicia um processo que não tem fim. O consumo coletivo mostra as mudanças sociais amadurece as relações pessoais dentro da família. http://www.portal-administracao.com/2014/08/ciclo-pdca-conceito-e-aplicacao.html

terça-feira, 19 de julho de 2016

Teorias da administração na vida das famílias - Just in time

Eu acho uma besteira imensa “setorizar” o conhecimento humano. Determinadas idéias utilizadas para empresas serem usadas na administração apenas das empresas, determinadas teorias governamentais serem usadas apenas para a administração pública e iniciativas individuais se restringirem à esfera pessoal. O que na educação se chama de interdisciplinaridade poderia ser usada para maximizar as satisfações individuais. Como amante do conhecimento humano eu acredito que, com adaptações pessoais, qualquer teoria poderia ser utilizada com o intuito de melhorar a “performances” de qualquer entidade ou pessoa. Independente do nível de renda que você tenha maximizar o aproveitamento de sua renda é respeitar o seu semelhante. A teoria do “Just in time” apresentada no fim deste texto é um exemplo de que a prática desta teoria poderia maximizar o desempenho na administração em uma família. A prática do estoque de alimentos é uma prática muito empregada em tempos difíceis, seja em períodos inflacionários ou de guerras, seja por descontroles financeiros. O fato de o trabalhador receber mensalmente seu vencimento o remete, até mesmo por uma questão de comodismo, a efetuar suas compras no período correspondente à data do pagamento. A teoria do “Just in time” apenas propõe a compra de pequenos itens exatamente no momento do uso. A compra mensal será efetuada ao longo do mês, e não em determinada data do mesmo. A grande vantagem deste tipo de compra está na compra de produtos perecíveis. Você os compraria com uma qualidade maior já que não precisaria congelar. Os produtos não perecíveis também teriam seus prazos de validade mais alongados já que seriam utilizados próximos à data de fabricação. Procure saber no seu lugar de preferência às datas de compras para que você maximize as suas compras também (Se um supermercado, por exemplo, tem sua data de reposições de mercadorias na quinta feira, a probabilidade de se ter ofertas na quarta é muito grande). Uma reunião familiar democrática, onde se cruzam os valores a serem gastos pela família, restrições orçamentárias e principalmente, prioridades de consumo devem dar o norte. Uma lista hierárquica de produtos comuns deve ser estabelecida, em segundo lugar, produtos consumidos pela maioria e, em seguida as individualidades. O pressuposto para esta prática é um orçamento equilibrado onde, além de todas as contas básicas estejam pagas, exista um valor mínimo de investimento. Uma outra teoria que será apenas citada, o “PDCA”, seria aceitável no implemento do “Just in time”. O estoque seria mínimo e baseado em produtos considerados consenso e aos quais fossem notória a sua prioridade. Imagine uma família com grande consumo de leite, o produto deverá ser estocado minimamente para que não falte. Esta estratégia abre brecha para o aproveitamento de ofertas, por exemplo, você tem um consumo diário de dois litros de leite por dia, você tem em casa hoje quatro litros (os dois para hoje e dois para amanhã) e você descobre uma oferta de leite com preços convidativos. Você compra o que você puder deste produto, preferencialmente cinqüenta e seis litros (dependendo do dia do mês em que foi descoberta a oferta) do mesmo e realoca a diferença que você gastaria em um consumo de um produto não tão prioritário, ou até mesmo que estaria fora do planejamento por restrição orçamentária. As necessidades individualizadas, conciliadas no coletivo da família maximizando seu consumo com qualidade e satisfação. https://pt.wikipedia.org/wiki/Just_in_time

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Individualismo responsável 4

Somos umas imensidões de complexidades que, trabalhadas de forma leve e prazerosa nos tornam melhores e nos levam a uma vida social melhor. Continuo a pensar que modelos preestabelecidos nos satisfazem parcialmente. Estabelecer o que é melhor para você individualmente dá mais trabalho, mas é bem mais prazeroso. Somos seres com cinco sentidos que demandam, de forma individual, uma satisfação plena e intensa. O que é melhor pra você? O que o satisfaz? O fato de você pensar, viver de forma leve, despretensiosa, individual e maximizando a sua humanidade, te leva há um mundo novo e instigante. Sons, imagens, sabores, texturas e odores, tudo isso individualizado nos tornam melhores conhecedores de nos mesmos. A inter-relação social e a convivência com os outros estabelecem a forma da nossa satisfação pessoal. A difusão de informações, seja pelos veículos de informação, seja através do convívio social agregam inestimáveis valores e oportunidades para essa satisfação. Você satisfeito torna-se um cidadão melhor perante a sociedade, a coletividade e, sobretudo, perante a você mesmo. Você, tendo como referência a Pirâmide de Maslow (Em meu modo de pensar o equilíbrio financeiro e sexual estariam incluídos nas necessidades básicas), sabendo gerenciar informações e, sobretudo, sabendo equilibrar/equacionar o equilíbrio interno, você poderá ter uma passagem mais satisfatória por essa selva que é a vida humana. Harmonizar racionalmente sentimentos, sentidos, espiritualidade, conhecimentos, relacionamentos, interesses, aspectos econômicos, políticos e sociais dá tanto trabalho que, na maioria das vezes recorremos aos milhares de exemplos/modelos estabelecidos na vida. A simples copia está disponível e é viável para toda e qualquer ocasião. A vida moderna trás tudo de forma prática e simples, basta aceitar. A grande pergunta que fica é a seguinte, É o que gostamos? É o que precisamos? É o que há de melhor para nós? É possível de obter? Toda leitura é baseada na teoria da desconstrução. A interpretação de determinados fatos envolvem necessariamente a época à qual ela foi feita, a sociologia da época e a vivência e experiência de quem interpretou. Grandes gênios interpretaram e descreveram grandes fatos políticos, sociais, econômicos e ideológicos de todos os momentos da história humana. Existem leituras e releituras de todo o tipo e espécie. A democracia é uma conquista praticamente inatingível para o ser humano. Vivemos lampejos de democracia intercalados com momentos de violência contra à mesma. A criação de uma verdadeira humanidade perpassa necessariamente por um compromisso forte de individualismo responsável, por um gerenciamento de informações bem feito, por uma administração pública voltada para o bem geral, por um judiciário que leva em consideração o respeito às leis e a maximização da convivência das diferenças e um legislativo construtor de leis e projetos que maximizem a convivência entre etnias, gêneros, religiões, tribos e diferenças em geral. Viver o individualismo responsável é conviver democraticamente com as diferenças, é aceitar a democracia como valor, é tentar ser melhor para si mesmo, para a comunidade e acima de tudo é respeitar para ser respeitado. Viver o individualismo responsável é saber-se e reconhecer-se falho e capaz de acertos e erros, é cer capaz de perdoar para ser perdoado. É ser capaz de ajudar para ser ajudado. Este texto encontra-se publicado no blog http://trololochacalete.blogspot.com.br/.

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Reflexões sobre o futebol 5

Como toda atividade humana dentro de uma sociedade estratificada, os grandes ídolos são endeusados, atingindo um patamar de super-humanos. Partindo-se desta premissa espera-se deles um desempenho acima de qualquer humano, deixando-se de levar em consideração que este é suscetível a erros, inseguranças, velhice, necessidades básicas, tudo que poderia nivelá-los a nós reles mortais. Em um passado, onde um ídolo tiver uma proeza que marcasse época seria lembrado e marcado na história do futebol por gerações. O que não se diz é que este mesmo comportamento, como toda e qualquer atividade cria-se a expectativa do sempre, sempre se ter uma inovação, uma revolução, que este ídolo surpreenda a todos com jogadas acima da média toda vez que entrar em campo. Não se levar em consideração o aspecto humano é um erro crasso que poderá literalmente destruir não só a imagem do referido atleta, como sua vida pessoal. A mídia tem um papel preponderante na construção/destruição desta imagem. A irresponsabilidade com que se constroem e se destoem ídolos em prol de alguns pontos de audiência é uma estratégia desumana e desleal. Trabalha-se com a autoestima de seres humanos de forma impessoal e perigosa. Grandes veículos de informação, que monopolizam valores, atitudes e comportamentos, manipulam a vontade do grande público em função de mais verbas de publicidade diante de números crescentes de audiência são capazes de grandes atrocidades e estratégias desleais. Este sistema desumano mastiga seres humanos como predadores. Assim como este sistema, pessoas que projetam o sucesso e o fracasso pessoais em atletas que se destacam também produzem este tipo de distorção. Não me cabe definir o que é certo ou errado, apenas opinar sobre o que eu penso. O jogador de futebol é um funcionário do clube (uma verdade que, você gostando ou não, ela existe). Partindo desta premissa, ele só terá um rendimento satisfatório se ele se sentir satisfeito. Evidentemente a produtividade de cada jogador deve ser estimulada pelo seu respectivo clube, mas um pouco de compreensão não faz mal a ninguém. Um jogador que se empenhou em uma temporada decisiva e, por um descuido, por uma jogada genial do adversário, ou mesmo por uma tarde infeliz dele mesmo, o seu clube perde uma classificação, um título ou uma partida contra o seu principal adversário, deve ser crucificado por isso? A vida se pauta por erros e acertos, todos nos somos suscetíveis a eles. Saber o momento certo da crítica, do incentivo ou da cobrança é uma arte dominada por poucos. Cabe ao clube remunerar o atleta, dar-lhe suporte extracampo, valorizar seus triunfos e, principalmente, blindá-lo quando a torcida e a imprensa querem trucidá-lo por algum momento de revés. Cabe ao torcedor enaltecer seu ídolo de forma impessoal e imparcial. Não fazer das vitórias dele uma vitória pessoal, procurar em seu eu as respostas para a sua felicidade pessoal, manter o futebol como uma distração, um momento de lazer, uma forma de se distrair da luta diária. CADA UM COM A SUA VITÓRIA PESSOAL! A imprensa, imparcialmente, eleger o futebol mais vistoso, produtivo, artístico, de qualidade mesmo, levando-se em consideração apenas a arte, a emoção de cada partida e a técnica. Levar em consideração o futebol como reflexo dos frios números de audiência televisiva ou radiofônica, sem levar em conta o torcedor, o atleta e o clube, dentro de uma sociedade é desumano e desleal. Não criar ídolos de forma artificial e/ou sobrevalorizar clubes sem a devida comprovação empírica são atitudes temerárias. Todos os elementos inseridos neste contexto são maiores que os números da audiência! Atitudes como estas levam à superficialidade e não insere a discussão em parâmetros inteligentes e profissionais.

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Pacto social 1

Talvez seja um dos mais robustos instrumentos democráticos disponíveis em uma democracia de verdade. Penso o Pacto social como uma convergência de interesses, como uma tentativa sincera de convivência entre partes diversas. Transportando essas palavras ao “campo de batalha real” estamos falando em um “Jogo” onde se estabelece, para cada jogador, uma estratégia na qual se minimize as perdas e se maximize os ganhos. Na prática seria ganhar o máximo possível diante de algumas perda eminentes. A convergência de ganhos e perdas devem levar em consideração o longo prazo e o estabelecimento de uma interação social que levará NECESSARIAMENTE a uma meta razoável para todos. O ponto de sela seria formado em termos de uma negociação democrática e transparente. Sentados em uma negociação estariam os Empresários, os trabalhadores e os Governos, todos com interesses e objetivos diversos. O pacto social os fariam convergir em um determinado ponto, em um determinado objetivo. Qual é esse objetivo? Será discutido em uma mesa redonda convergindo interesses e satisfações. Para se maximizar objetivos acho “mister” ter-se alguns pontos divergentes. Trabalhadores que querem trabalhar pouco e ganhar muito vão de encontro aos objetivos dos empresários que querem produzir muito e desta produção extrair seu lucro e investir em mais produção e os governos que dessa maior produção extrai os impostos que o sustenta, tanto ao nível de despesas quanto ao nível de políticas sociais. Trabalhadores que trabalham demais e ganham pouco são pouco produtivos, pois trabalham insatisfeitos e oneram os governos em Previdência, saúde e segurança públicas. Estes mesmos trabalhadores movimentam pouco a demanda agregada da economia consumindo pouco e de forma insatisfatória, não têm expectativas de uma melhora profissional e permanecem com a mesma pouca produtividade. Esta situação descrita pressupõe uma situação de alto desemprego, onde a mão-de-obra está abundante e o empresariado, de forma mesquinha, maximiza seus ganhos através do custo do trabalho. O trabalhador, muito pressionado, estaria mais propenso a adoecer e/ou obter licença médica. Neste caso, tanto os empresários quanto o governo perderiam pois teriam um trabalhador a menos, tendo, no caso do empresário que substituí-lo à altura por determinado tempo ou definitivamente e o governo teria despesas com este mesmo funcionário com a saúde pública e/ou previdência. Trabalhadores que trabalham em uma quantidade de horas satisfatórias tendem a ser mais satisfeitos, a produzir melhor e a querer uma maior qualificação profissional. A melhor qualificação profissional vem de duas vertentes, ou da paixão daquilo que se faz, maximizando a satisfação deste mesmo trabalhador com suas funções, ou da obrigação de se manter e manter a empresa no mercado de forma produtiva. Subjetivamente falando cada um tem, em suas demandas, objetivos pessoais de satisfação. O importante é se ter a verdadeira noção da situação, dos sacrifícios que cada “jogador” terá que fazer e em quais objetivos pretendemos chegar. Um ponto ótimo para os trabalhadores seria um consumo individualizado, uma renda mínima para a adequação deste consumo, um nível de tributação do governo sem que se oprima demais a renda deste trabalhador e que ele tenha um recebimento de um mínimo de assistência governamental para uma maior e melhor segurança de todos.

segunda-feira, 14 de março de 2016

As necessidades básicas e as ideologia 1

É de impressionar o que as pessoas fazem para satisfazer suas necessidades básicas. Eu acho que um dos problemas mais sérios nas relações humanas é a arrogância de se achar que os seres humanos, por terem o privilégio do raciocínio, não têm o vinculo com o mundo animal. Nossas necessidades básicas são mais intensas que a nossa racionalidade por serem diretamente ligadas à sobrevivência e ao bem estar. Estamos sempre nos julgando "lordes ingleses", politicamente corretos e isentos de qualquer necessidade fisiológica. Quando, dentro de nossa racionalidade, negamos a porção animal dentro de nós em função de "status quo" corremos o risco de ficarmos insatisfeitos com nossas próprias volições, negando nossa condição humana. Quando gessamos nosso pensamento por uma ideologia estagnamos nosso pensamento e nos fechamos a criticas podendo, em casos extremos, a partir para a violência se contrariados. O entendimento da pirâmide de Maslow joga luz sobre o assunto e nos leva a aceitar melhor a nossa condição. O fato de nos colocarmos no lugar do outro nos faz entender o que, num primeiro momento parece ser uma insanidade. Respeitar a condição, a formação e os desejos do outro também nos leva a não esperar do outro atitudes que tomaríamos ou a ouvir dos outros repetições de opiniões nossas. É por essas e outras que eu defendo um pouco de dificuldade na vida para a formação do cidadão politicamente correto. As dificuldades são específicas de cada ser humano e formam a individualidade de cada um de nós. O certo é que se estudamos e concomitante a isso trabalhamos e batalhamos por uma vida melhor, com os pés no chão, entendemos e nos colocamos no lugar do outro trazendo luz ao comportamento do outro. Colocarmo-nos no lugar do outro nos faz respirar fundo e pensar dez vezes antes de condená-lo. Se o outro é repreendido ou sofre privação em alguma necessidade básica ele tenderá a ter essa mesma necessidade como fixação e/ou objetivo. Não adianta pensar nem cobrar qualquer postura social de um indivíduo que sofre algum tipo privação básica. Não se esqueça de que o instinto nasceu primeiro que a racionalidade, ou seja, estamos mais familiarizados com o sentir e agir do que com o pensar. Não se cobre tanto por atitudes que você por ventura venha a tomar por impulso e/ou ao sabor das emoções, é a manifestação inequívoca do animal que existe dentro de você. Não leve esta afirmação ofensivamente, não pense que estou aqui para te ofender, estou argumentando que os animais são melhores que todos nós em tudo, menos no raciocínio, e que o raciocínio dissociado da arrogância traz diversos benefícios a qualquer argumentação, além de nos levar ao aperfeiçoamento sempre. Partindo deste ponto para duas vertentes importantes, a vertente do politicamente correto e do socialmente aceito. O estudo formal nos elucida o que é politicamente correto e nos mostra conceitualmente este fato. A nossa vida social nos mostra que a convivência democrática com o outro nos exige que seja respeitado o "modus operandi" do outro e as suas particularidades. A formação da ideologia, através da educação formal, nos dá uma visão geral de como poderia ser melhor a vida se tiver o direcionamento estipulado por ela. Se o outro não é afeito ao diálogo, é dogmático e resistente à mudança e/ou convivência, esqueça, o conflito pode ser a única alternativa. Ninguém terá a verdadeira noção do politicamente correto e daquilo que é melhor para a sociedade como um todo se não tiver as suas necessidades mais intimas satisfeitas.