segunda-feira, 20 de abril de 2020
Os custos e a sobrevivência 1
Talvez você não tenha parado para pensar o quanto a economia comportamental e o inconsciente coletivo e pessoal norteiam as nossas vidas. O cerne deste texto é o texto e a busca de um comportamento individualizado, sensato e consonante com o “Individualismo responsável”. Procure se orientar por um “Individualismo pessoal”. O que seria isso? Existem bases sólidas para o crescimento econômico e que deveriam ser a base para qualquer cidadão. Morar e viver (eu não disse sobreviver). Se divertir é bom, mas não deve sobrepujar a nenhum destes dois itens. Dentro da sua renda procure ser uma pessoa centrada e equilibrada. Devemos pensar a vida no longo prazo. O que é pensar no longo prazo? Saúde e educação. Se alimentar bem, reservar uma parte da renda para imprevistos, procurando se informar naquilo que você se interessa. Sua renda é pequena, não tem como poupar? Paciência! É ai que você vai racionalizar seu consumo. Pense que o inconsciente coletivo vai sempre lhe impor algo que você (pode até querer ou precisar) deve comprar. Pense que o Marketing comercial vai lhe impor o que comprar comer ou vestir. Pense que o dinheiro é apenas o meio pelo qual você vai se utilizar para adquirir as coisas e os bens que você vai ter. Nada disso deve governar a sua vida. A sua consciência deve governá-la! Você tendo para o que eu vou chamar de “Custo básico”, você terá uma sobra para fazer aquilo que a sua consciência lhe mandar. Daí para frente é com você! Eu só recomendo que o seu “Individualismo pessoal” não deve interferir no “Individualismo responsável”, que é a sua interação com o outro. Pense bem, faça a sua parte. Use a sua renda para, primeiro ser autossuficiente, utilize-se das políticas públicas quando necessário, pague honestamente seus impostos, faça filantropia com aquilo que lhe sobra da renda e lute por uma sociedade mais igualitária. Quanto menos desigualdades, quanto mais justiças sociais, melhor será a forma com a qual se maximizarão os recursos de todos. Você tendo uma consciência dos próprios gastos e custos, você terá uma melhor visão sobre o custo alheio e principalmente sobre o custo governamental. Melhor será a sua visão sobre os custos dos produtos que você consome. Melhorando a sua visão sobre o custo governamental você começará a perceber que se a constituição no Art. 5º que diz que “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza”, há algo errado no enriquecimento tanto político quanto empresarial. Você se tornará um cidadão melhor, mais consciente e procurará políticos que tenham uma visão social melhor, talvez até você se torne um candidato para contrariar a máxima do enriquecimento pessoal com dinheiro público. As opções são muitas. Você se informando ou prestando maior atenção no custo dos produtos, você começará a questionar o porquê de se pagar tal valor por um produto que provavelmente tenha um custo infinitamente menor. A diferença entre o Preço e o custo é o lucro do fabricante. O que o fabricante faz com o lucro dele simplesmente não deve conflitar com o Art. 5º da constituição.
sexta-feira, 17 de abril de 2020
As angústias de ser diferentão 1
São 03h00min e o sono se foi! Seria interessante falar, mas não consigo! Então escrevo! Às vezes tomam-se decisões diferentes por ser diferente. Isso nos isola e nos torna meio que aberrações. Você vê pessoas de gerações anteriores à sua, conservadoras e com atitudes piores que as do seu avô. Mas de tanto falar você se cala. NÃO ADIANTA! Você vê algumas pessoas que simplesmente se recusam a crescer, AI É QUE VOCÊ SE CALA MESMO! Nesta brincadeira você continua sua trajetória interna, guardando conhecimento, colecionando vitórias e se fortalecendo em si mesmo. Como é difícil ver que o princípio de uma sociedade humana melhor está em um “individualismo responsável”, onde as pessoas, com base em pesquisas e conhecimentos pré-existentes, utilizam-se da dialética e da desconstrução para reformarem esse mesmo “individualismo responsável” e a cada dia mais serem pessoas responsáveis por uma sociedade melhor. Atitudes impensadas, angustiadas, baseadas provavelmente em um subconsciente coletivo. Atitudes baseadas mais na ancestralidade do que na própria vivência e experiência empírica. Você novamente se cala! Ser democrático em uma sociedade autoritária é angustiante! Seu coração aperta, sua alma fica em frangalhos. É como se você trilhasse um caminho e à sua frente você sempre encontrasse uma bifurcação. À direita você impõe tudo e se torna mais uma espécie de miniditador ou à esquerda você estimula às pessoas a pensarem e a seguirem seus instintos e suas intuições. Ao logo de minha trajetória de vida me deparei com várias dessas bifurcações. Às vezes optando pela esquerda, às vezes optando pela direita, vou seguindo minha trajetória. Quando opto pela direita algumas pessoas aplaudem (minha atitude às remete às suas respectivas zonas de conforto) e algumas pessoas são frustradas por me conhecer. Quando opto pela esquerda os dois grupos à sua maneira, têm reações semelhantes. Os que normalmente me aplaudem quando tomo o caminho para a direita me consideram um sonhador sem noção e me ignoram solenemente. Os que normalmente se frustram quando tomo o caminho à direita me acham esquisitão por tomar o caminho que eles esperavam, mas que achavam que eu nunca teria coragem de seguir e também me ignoram solenemente. Novamente sigo comigo mesmo. Informações censuradas internamente causam uma grande angústia e a sensação de que, se fossem socializadas poderiam resultar em algo maior coletivamente. Tomando o caminho à direita ou à esquerda, preciso deste blog para por pra fora. O que não se pode falar para todos se diz para si mesmo. A força do inconsciente coletivo é que trava a civilização humana. Traços e resquícios do homem primitivo que não deixam o homem civilizado aflorar. Se fossemos realmente democráticos a maioria dos problemas que temos em sociedade nem existiriam. Os religiosos contradizem os preceitos que a sua religião professa, Os “democráticos” impõem restrições a quem os contradizem. E você segue em frente, fazendo o que quer e também fazendo o que precisa ser feito. Tendo a angústia como fiel escudeira.
quinta-feira, 9 de abril de 2020
Reflexões sobre a economia 1
1- O operário/trabalhador é o menos qualificado, ganha pouco e trabalha muito. Esse mesmo operário/trabalhador tem uma realidade cruel e precisa de diversão e distração, mas não tem cultura, tempo e nem o exemplo para recorrer à mídia de qualidade e educação. Sobra a bebida e o sexo. Essa classe, por estar em constante desequilíbrio sobrecarrega o sistema de seguridade social, atestados, aposentadorias precoces, remédios de tarja preta (favorecendo também os grandes laboratórios) e fortalece a indústria da pornografia (ah, pelo amor de DEUS, leia sem pré-conceitos!). A sua parcela dentro do PIB/PNB é ínfima e desprezível. A sua atuação, dentro da política se resume a ser manobrado para o voto em tempos de eleições por uma elite que se mantêm no poder ou por uma outra elite que quer alçar ao poder. Por ter uma deficiência monetária séria acha que felicidade é ter muito dinheiro, sonha em ser rica e frequentemente vive consumindo acima de suas posses (talvez como uma forma de se sentir superior aos seus pares). Sem equilíbrio financeiro, volta a sobrecarregar o sistema de seguridade social.
2 - Os empresários se dividem em:
2.1 - Os Micros/Pequenos empresários lutam com todas as suas forças para sobreviver em um ambiente de profunda competição sem quase apoio político de nenhum e sem um sentido cooperativo (até mesmo pela natureza predadora da competição selvagem e desleal da economia), podendo falir a qualquer momento. Em sua maioria são "self made men" com pouca ou nenhuma teoria administrativa e que vivem simplesmente na raça e na coragem. A sua parcela dentro do PIB/PNB é ínfima, mas não é desprezível. Dentro da política são persuadidos a manipular a classe operário-trabalhadora em prol de uma elite que se mantêm no poder ou por outra elite que quer alçar ao poder. Também tende a sobrecarregar o sistema de seguridade social, apenas de forma menos acintosa. Podem também viver fora da sua realidade financeira, também para se diferenciar dos seus pares e dos operário-trabalhadores. O consumo de luxo é o seu objetivo e isso poderá levá-los ao stress e as doenças sociais.
2.2 - Médios empresários com razoável conhecimento administrativo acham que são superiores aos pequenos e microempresários e inferiores aos grandes/megaempresários. O consumo de luxo é o seu objetivo e a manipulação dos custos (sonegação fiscal, corrupção política e remessa ilegal de lucros) são formas de reforçar esse consumo. São constantemente seduzidos pelos pela classe política que precisa de suas contribuições para manter-se no poder ou por outra classe política que quer alçar ao poder. Quando se aventuram na política constroem “castas” dentro do Congresso, da Administração ou Assembleias defendendo os direitos corporativos dentro de suas classes sociais e são os “operários” da manutenção do poder vigente ou os “revolucionários” para a mudança de mãos da “casta do poder”. Costumam construir fortunas com a especulação financeira. Têm uma ascensão imensa sobre os pequenos empresários que sonham em serem eles e recebem uma imensa ascensão dos Grandes/Megaempresários que eles querem ser. As crises econômicas os levam constantemente ao stress e a doenças afins.
2.3 – Grandes/Megaempresários constituem o topo da sociedade econômica. Trabalham incansavelmente para a sua manutenção no topo da economia e mantêm a classe política e jurídica em suas folhas de pagamento. Montam equipes de sonegação de impostos e envio de divisas de caixa dois para o exterior. Recebem todo tipo de benesses da classe dominante (quando eles mesmos não são a tal classe) e mantêm com ela uma relação de cumplicidade extrema até quando lhes é conveniente. São favorecidos pelos grandes meios de comunicação e também têm com eles uma relação de cumplicidade. Eles são a fonte do poder vigente e têm como inimigos todos aqueles que querem mudar o poder vigente. Também mantêm em suas equipes pessoas ligadas ao marketing que moldam a opinião pública de acordo com suas necessidades. Frequentam o poder e fazem parte dele de forma efetiva. Amam o consumo de luxo e são espelhos para todo o resto da sociedade. A classe política os representa. Fazem da especulação financeira outra fonte de ganhos às vezes maior que a próprio conglomerado de empresas.
Procure acrescentar valores àquilo que você acredita 1
Quando você começa a descobrir o mundo você, naturalmente começa a “conceituar e a estabelecer valores”. Todos nós somos assim! O que nos diferencia é a forma com que são encaradas essas “descobertas”. Se você nasce e cresce em um meio onde quem te educou não passou nem na calçada da escola e foi brutalmente reprimido quando discordou de quem os educou. Você terá uma grande probabilidade de receber e a repassar a mesma repressão e a achar que a violência é um argumento. O aparelho repressor do estado pode intervir dizendo que não se pode bater em um educando. A questão da violência física estaria resolvida. A questão da violência moral e psicológica não. A violência psicológica e moral são muito piores. Conceito como “você acha que você vai ser alguém na vida” e seus afins nada mais são do que conceitos de pessoas que não conseguem vislumbrar que a pessoa que ela está criando/educando poderá ser melhor do que ela em alguma coisa ou tem o direito de ser diferente do que ela é. Não têm dimensão da função do educar! Uma visão de mundo restrita, um arcabouço teórico limitado. A vida dura e difícil de quem vive para trabalhar e não tem educação financeira é semelhante à vida de um animal qualquer. A pessoa nasce, cresce, luta pelo alimento, se reproduz e morre. O seu lado lúdico não fica para trás. O que é diversão para ela? Correr, tentar derrubar o outro mostrando que é mais forte, tentar ridicularizar o outro causando momentos coletivos de risadas, consumir álcool/drogas, fazer sexo e sair à caça de conquistas. A competição, inerente ao mundo animal, é o norte de suas atuações. Não há maldade na base dessas atuações. Não são coisas que se faz de caso pensado. São atuações em que as pessoas foram incentivadas a serem assim. São valores intrínsecos ao modelo educacional ao qual ela foi desenvolvida. Imagine se você, por exemplo, que educa/cria uma criança percebe nela um potencial. Quando ela começa a deduzir e a concluir coisas da cabeça dela. Se ao invés de você agredi-la, se ao invés de você ridicularizá-la, se ao invés de você negligenciá-la, se ao invés de você tratar com desdém, você a incentivasse? Se você mostrasse fontes de pesquisa, se você ajudasse nesta mesma pesquisa? A pesquisa é um hábito que se cria, não é inerente a ninguém. Esses atos seriam incentivadores ao crescimento e desenvolvimento da criança. Ah, é um assunto que você não gosta, que você não tenha interesse, que você não tenha paciência. Deixe isso claro para ela, sem deixar de incentivar. Mostre a ela que você está sim interessado no desenvolvimento dela. Seja sensível! Enquanto aos fracassos e vitórias dela? Isso fará toda a diferença no futuro! Mostre a ela que o fracasso nada mais é que o aprendizado da vitória. Um valor que eu sempre acreditei é que a vitória ou sucesso de determinada empreitada deve ser mais interno que externo, ou seja, você deve ser bom em alguma coisa não para ser reconhecido por toda a sociedade que você é o melhor naquilo, mas para ter o prazer de ter feito alguma coisa bem feita. A sensação interna de que você fez algo relevante é uma vitória que não tem preço!
sábado, 4 de abril de 2020
Programa de bem estar social 3
É bobagem você pensar que todos são iguais perante a sociedade. Existem aqueles que, de berço já são conduzidos à inferioridade, seja no meio em que cresceu, seja na forma em que foi criado, ou seja, pelo nível de oportunidades em que são disponibilizados a ele. Uma pessoa que nasceu dividindo tudo em apenas um cômodo com mais de três pessoas não terá condições mínimas de cidadania perante a sociedade. Agora, um programa de renda mínima, para, digamos pelo menos o pai e a mãe desta família, com o aconselhamento de um assistente social e um planejador financeiro levaria necessariamente ao equilíbrio e à satisfação pessoal. Qualquer pessoa, desde o seu nascedouro, necessita de se sentir útil, de se sentir aceito. Retornamos ao princípio do texto, onde as pessoas não se estruturaram para formar a família. A pessoa que cresce se sentindo inferior não consegue se enxergar, não consegue se ver ou desenvolver suas habilidades, acha que tudo dos outros é melhor é maior e mais importante. Quando você tem esse nível de importância pessoal tudo que vem do outro é maior ou melhor. Quando você acompanha a pessoa com uma renda mínima, mostrando a esta pessoa a importância do equilíbrio financeiro e da procura de alguma atividade que lhe proporcione uma forma de que ele se torne mais socialmente produtivo, você dá a esta pessoa a oportunidade de ser visto e ouvido. Os desenvolvimentos de habilidades pessoais, de oportunidades de trabalho, permitem a esta pessoas novas perspectivas de futuro. A utilidade desta pessoa, a sua inserção no mercado de trabalho deve ser responsável. O equilíbrio financeiro destas pessoas insere nelas um conceito fundamental da economia que é o custo. É preciso que ela saiba que se ela recebeu durante algum tempo um dinheiro que foi pago por alguém via impostos ou outro tipo de consórcio ou cooperativa. Seria fundamental para o sistema que ela passasse de pessoa que recebe para a pessoa que contribui para o sistema. Quanto mais equilibrada for a sociedade, quanto mais autônoma ela for melhor qualificada será a sua atuação. Isso não significa nenhum tipo de submissão, não significa nenhuma doutrinação, significa acima de tudo cidadania. O financiamento deste projeto não será necessariamente monetário. Por ser um projeto cidadão ele estará aberto a todos os cidadãos, ele será democrático. Cabe aos governantes incentivar e promover o equilíbrio social dentro das comunidades. Como o exemplo vem de cima, o mesmo equilíbrio que solicitado para a comunidade, para os cidadãos, deve ser exigido de cima. Uma sociedade que se diz democrática deve primar pelos direitos iguais, pelas oportunidades iguais e acima de tudo pelo tratamento igual. Esse tratamento igual deve, necessariamente, levar em consideração a máxima do direito que diz “tratamento igual para o igual e diferente para os diferentes”. A implementação de um programa de tal magnitude deve tratar os problemas de sua implementação tratados em suas especificidades e em seus ambitos. O equilíbrio das ações, a inserção da sociedade, a inibição de manipulações e favorecimentos e seu desenvolvimento, devem ser obrigação e objetivo da maioria da sociedade. A quem recebe o benefício deve ser incentivada a meta de passar de beneficiário a beneficiador. O programa de renda mínima deve transferir parte da renda das grandes fortunas e patrimônios para as camadas mais carentes da sociedade. Os benefícios sobre os sistemas de segurança e saúde, através de uma economia de longo prazo, deverão deslocar recursos para o programa que se tornará maior à medida que os seus benefícios sociais forem vistos e sentidos. O financiamento deste sistema deverá ser responsabilidade de todos!
terça-feira, 31 de março de 2020
Procure ser uma pessoa melhor, como? 1
Você tem a resposta dentro de você! Fácil? Claro que não! A coisa toda é um processo, umas dinâmicas envolvem outras pessoas, envolve governos, envolve relações, envolve o mundo. Nunca soubemos e, se depender de determinadas pessoas nunca saberemos o que é liberdade e democracia plena. Procure conhecer a plenitude das ideologias do Socialismo, Comunismo e Anarquismo. O fim de todas elas, e à sua maneira, é o fim das classes sociais, da dominação do homem pelo homem. Isso será tema de outra conversa, o importante é você empreender uma longa jornada para dentro de você. Você procurar estar em equilíbrio, você ser autêntico e, acima de tudo, procurar pessoas positivas e que te respeitem como indivíduo. A iniciativa das grandes coisas, dos grandes acontecimentos está exatamente no momento em que você não pensou você agiu, você acreditou. O reconhecimento das outras pessoas vem a reboque do seu autoconhecimento. O amor das outras pessoas se dará em função do seu amor próprio. Neste blog eu já comentei várias e várias vezes a respeito do conhecimento humano. Em uma série de artigos chamados “O uso prático do conhecimento humano” Eu lancei algumas ideias de como a procura por essa pessoa melhor se dá no âmbito interno, pessoal. Indiferente dos demais sistemas ideológicos citados à cima, o Capitalismo é egoísta e dominador, seu principal mote é sistematização da sociedade em classes sociais. As ideias capitalistas normalmente são defendidas por pessoas que se pretendem dominadoras, que vêm na dominação à razão da sua principal felicidade. Estas pessoas, normalmente infelizes defendem a hierarquização de tudo e de todos e, se possível, ele na liderança. Pense nas pessoas como animais (sem querer ofender, por favor!) a se termos juntos, a se afastarem. Somos múltiplos e múltiplos esses que acabamos nos relacionando com pessoas com as quais normalmente não nos relacionaríamos em condições normais de temperatura e pressão. Conduza seu dia a dia de forma a maximizar a sua satisfação pessoal. Outro tema caro a este blog é o “Individualismo responsável”, ou seja, você procurando ser maior, melhor, sem interferir no direito do outro. Reúna em seu entorno pessoas que te respeitem, que te admiram e acima de tudo, que têm interesses em comum. Não queira adequar-se ao outro, não faça ninguém adequar-se a você. O respeito e a liberdade, constante de qualquer legislação de qualquer país do mundo, a exceção dos totalitários te resguarda legalmente. Procure ser melhor, procure ser legal (seguidor da legislação), respeite o espaço do outro, estabeleça contratos sociais e de convivência. Você não precisa ser uma fábrica para ter horário para tudo, mas estabeleça com quem está em seu entorno momentos de convivência e momentos de introspecção. Intercale momentos lúdicos, de conhecimento e de socialização. Seja social, sem deixar de ser indivíduo, seja criança, mas uma criança curiosa. Crie métodos para a sua felicidade. Encontre a resposta de quem é você dentro de você mesmo e seja feliz!
segunda-feira, 30 de março de 2020
O capitalismo vive do binômio OFERTA X DEMANDA 1
Dentro do nosso inconsciente coletivo tendemos sempre ao exagero na demanda daquilo que nos é precioso em função do medo de uma possível escassez. O acumulo de dinheiro também é movido pelo medo da escassez. O mercado capitalista é movido basicamente por três mercados, Mercado de bens, mercado de serviços e mercado de capitais. Não se iluda. Tanto o mercado de bens quanto o mercado de serviços vive das demandas individuais. As demandas individuais vivem de emoções. Os preços dentro de uma economia de mercado se constroem em função das emoções das pessoas quando consomem produtos ou serviços. Neste blog mesmo eu já descrevi possíveis hipóteses que poderiam ser usadas para a formação de preços dentro da economia com base no custo e fazendo-se projeções futuras para o investimento, porém, para a maioria das pessoas o preço a ser pago é quantificado, NECESSARIAMENTE, pela emoção. Desde a nossa tenra infância nos construímos ou seguimos modelos. Pensando-se quantitativamente nisso são bilhões e bilhões de modelos que poderíamos seguir. BINGO! A nossa emoção definirá o modelo a seguir! Longe de querer estabelecer o modelo a se seguir, eu apenas quero lançar um olhar inquisitivo sobre as demandas e estabelecer uma forma de demandar a oferta daquilo que me faz feliz sem me frustrar. A demanda daquilo que é socialmente aceito em função de sua aceitação social, seja em um pequeno grupo ou em um grande grupo pode nos trazer transtornos pessoais. Se estas demandas simplesmente não condizem com as nossas demandas pessoais estaremos construindo um hiato perigoso entre aquilo que queremos e aquilo que temos. Entre aquilo que somos e aquilo que queremos ser. A voz de comando para o consumo vem exatamente dos nossos sentimentos, da nossa individualidade. Lembre-se sempre que a quantidade de pessoas com as quais nos relacionamos estabelece o nível de padronização e de “modus operandi” do nosso comportamento. Isso será objeto de outro artigo, por enquanto vamos nos ater à relação da quantificação da oferta e da demanda. Neste momento quero apenas citar pessoas que, tentarão demovê-lo de suas demandas pessoais, não por serem pessoas más ou quererem o seu mal (o seu mal sempre vão existir pessoas que o querem, mas não é o foco deste artigo), mas por acreditarem que têm um gosto tão apurado que não existe nada melhor. As grandes empresas mantém sempre um canal aberto com seus clientes, estabelecendo um marco inicial de determinado produto. A empresa oferta este produto e espera o “feedback” do mesmo. Um produto é lançado para que seja modificado ou aperfeiçoado através da relação oferta x demanda. Este produto poderá abastecer uma infinidade de mercados, ou simplesmente ser consumido por pequeno grupo de pessoas. Gosto de pensar que as coisas tomam formas e rumos desconhecidos, gosto da imprevisibilidade, do novo, nem que seja para que possamos descobrir que o velho ainda é o melhor. Mas como saber se o velho era bom sem a presença do novo?
quinta-feira, 26 de março de 2020
O amor nos insere em um processo interminável de aperfeiçoamento 2
As questões de ordem (pétreas) são um caso à parte e devem receber tratamento diferenciado, por quê? Um ponto inquestionável e que deve vir à frente de qualquer acontecimento é a sobrevivência do seu amor próprio, clausula inquestionável e que deve ser analisada à luz da sobrevivência. Exagero? Claro que não! Os sinais são claros e só não os vê quem está cego pelos planos preestabelecidos, pela vontade de dar certo com aquela pessoa. O abrir mão citado no artigo anterior deve ser esporádico, não permanente. O abrir mão permanente leva à anulação. A anulação gera um “boleto sentimental” difícil de pagar e que futuramente pode levar a casos de extrema violência e morte. Existem pessoas extremas que devemos evitar assim como evitamos animais selvagens. Uma questão “Sine qua non” da sobrevivência dentro do relacionamento é a observação da origem da pessoa. Quais os costumes de sua origem como ela era tratada pelos irmãos (ãs) ou pais, como ela encara as lutas da vida. Ela tenderá a seguir um padrão. É por isso que a observação desses padrões antes da difícil decisão de estarem juntos é fundamental. Pense em uma pessoa que, no início do relacionamento já estipula padrões imutáveis, estabelece comportamento inquestionáveis. Quando o conflito coloca em risco o seu amor próprio é preciso sair rapidamente para o seu próprio bem. Não pense em ninguém como insubstituível se essa pessoa não respeita a sua individualidade. Existem famílias que escondem os seus problemas, e ouvir as pessoas que “gravitam” no seu entorno é fundamental. Todos nós temos nossos “esqueletos guardados no armário” e a sua descoberta nos faz pensar em um futuro a dois. É salutar que exista um limite para determinadas coisas, do contrário o nosso amor próprio pode estar seriamente comprometido. Dentro da dinâmica da dialética de um relacionamento, uma pessoa que não abre mão de nada pode te exigir que abra mão de tudo. Se algum dia você se sentir isolado, que as pessoas com as quais você se relacionou uma vida inteira agora te evitam, é sinal de que o seu relacionamento está afastando estas pessoas. Todos esses pontos são pontos de uma interminável análise e aperfeiçoamento. Seja você a melhor pessoa para você mesmo e esteja ao lado de alguém que te faça uma pessoa melhor para você mesmo e não uma pessoa que fará apenas bem a ela. Na dinâmica da troca têm que acontecer, necessariamente, um equilíbrio. Quando você não aprende com seus erros, quando você não aprende com os erros das pessoas em seu entorno, você tende, na maioria das vezes a repetir os seus erros ou o erro das pessoas em seu entorno. A vida é um eterno aprendizado em que erros e acertos, se bem assimilados, nos tornam pessoas maiores e melhores. Eu, pessoalmente, amo tudo que nos faz crescer, tudo que nos aperfeiçoa, portando, eu acredito que tudo (relacionamentos, trabalhos, hobbies, diversões) têm necessariamente que nos conduzir ao crescimento. Pode ser que esse crescimento seja solitário, paciência, o amor próprio deve prevalecer acima de tudo e de todos.
domingo, 22 de março de 2020
O amor nos insere em um processo interminável de aperfeiçoamento 1
Quando se olha em todos os lugares e sob todos os aspectos o amor demanda aperfeiçoamento. Se você estiver falando de relacionamento interpessoal, você pensa no outro, seja o cônjuge, seja a prole, sejam amigos, todos, sem exceção, todos têm espaço para o aperfeiçoamento. O cônjuge vem de um ambiente diferente, com formas diferentes de encarar o mundo e suas questões. Existem questões de ordem (diria mesmo pétreas) em que o outro não admite questionamentos e que para o bem do relacionamento o silêncio se faz “mister”. Existem momentos em que estarem juntos é fundamental e existem momentos em que estar com a família de origem, com amigos de infância, com colegas de trabalho ou com torcedores de seu clube do coração fortalece o relacionamento. Agora, para que aconteça esta “separação” é preciso muita solidez de relacionamento. É preciso que a vida sexual esteja plena e satisfatória. É preciso pensar que a satisfação de nossos instintos está diretamente ligada à nossa satisfação pessoal. Um casal integrado e definido em todos os aspectos têm uma relação transparente e um diálogo direto e franco. Em um relacionamento em que as preferências e gostos são colocados à prova e se entrelaçam. Aí entra a questão do aperfeiçoamento, ou seja, é onde a vivência a troca de experiências e a sinceridade melhoram não só a questão sexual, mas o relacionamento como um todo. Afloram de tudo isso o objetivo da convivência e o sentimento entre ambos. Se os instintos básicos são satisfeitos ótimo, se não se deve pesar se algum gosto ou fantasia é essencial ou pode-se abrir mão dele em prol de uma vida tranquila e sem problemas. Lembrando sempre que, se você abrir mão de alguma coisa é em prol do bem estar a dois e não deve ser lembrado o tempo todo como “estopim” de alguma discórdia ou como “arma de defesa” para quando você se sentir acuado ou questionado. Lembre-se que o jogo democrático, as discussões, a funcionalidade da dialética requer introspecção e autoanálise. Surgirão pontos de divergência graves ou insignificantes! A saúde do relacionamento está na lida destes pontos. Se você conheceu aquele (a) homem/mulher em que a sociedade julga preencher os requisitos de beleza e você também julga que os preenche, e você estabelece um relacionamento para que toda a sociedade estabeleça um modelo, “um espelho”, muito cuidado. Um relacionamento estabelecido com base na aparência, no modelo preestabelecido pode gerar inseguranças do tipo, se ele (a) achar alguém mais atraente/bonita (o)? O conhecimento mútuo como processo de aprendizagem trás em seu bojo segurança repeito e admiração. A privacidade e os gostos pessoais estarão dissociados da vida conjugal. Ele pode muito bem jogar bola ou beber com os amigos sem estar na pré-disposição de ter um caso extraconjugal. Ela poderá encontrar as amigas em um Shopping ou ir a um salão de beleza sem sentir a necessidade de outro alguém. A satisfação de estar ali está única e exclusivamente no foco ou fim em que o local se encerra. Este ponto só é encontrado através de um aperfeiçoamento intenso e recheado de amor!
quinta-feira, 28 de novembro de 2019
O problema não é o capitalismo é a ganância 2
O fundamental é que, independente da sua ideologia, você tem que respeitar seus custos, pois é com ele que você garante o seu sustento, o seu desenvolvimento e o investimento necessário para se maximizar a sua qualidade de vida. Isso vale para pessoas físicas, jurídicas e governo. Em uma sociedade essencialmente injusta como a nossa, ter planejamento financeiro é fundamental para se maximizar a sua atuação dentro da sociedade. A busca do conhecimento financeiro pode levá-lo a ter uma atuação diferenciada dentro do capitalismo. Qualquer mercado se fundamenta no equilíbrio entre a oferta e a demanda. Isso é valido para toda e qualquer “mercadoria” que se oferta. O primeiro passo dentro desta oferta é o preço da mercadoria. O preço deve ser compatível com o custo da produção. Neste ponto a ganância começa a atrapalhar o capitalismo. Imagine você produzindo um produto com demanda crescente. Dentro do capitalismo normal o produtor dificultaria sobremaneira a vida da concorrência, estabeleceria uma produção razoável e à medida que a demanda pelo produto aumentasse, o seu preço cresceria exponencialmente, aumentando, com esse movimento, as taxas de lucro do produtor. Em muitos casos, com o passar do tempo, haveria redução na qualidade da matéria prima de produção e redução de salários da mão de obra para que, ortodoxamente falando, se aumente as taxas de lucros. São muitos os subterfúgios dos capitalistas para se perpetuar o capitalismo selvagem. Esses subterfúgios atingem a sociedade como um todo. Esse escopo de ações vão, desde achatamento salarial e aumento da jornada de trabalho à sonegação de impostos e pagamentos de propinas à políticos corruptos. O desempenho ganancioso dos agentes econômicos trazem o capitalismo ao centro da ira popular e ocasionam grandes perda à sociedade no longo prazo. O achatamento salarial leva à redução da demanda de consumo, que leva ao aumento dos estoques, à redução de preços e a redução da oferta. A redução da oferta leva à redução da arrecadação dos impostos sobre o consumo. O seu ganho será individual e egoísta. Agora se você tem um controle rígido de suas finanças e procura ter uma vida financeira que lhe garanta tranqüilidade e existência de acordo com o padrão de vida que você gostaria, você simplesmente deixa de ser um “colecionador de zeros” em suas contas e aplicações. Se você procura ter uma visão social e sabe da importância da sua inserção dentro da sociedade você trata a concorrência de forma diferenciada e supre a demanda pelos produtos de forma a propor uma melhor qualidade de vida para você, a concorrência e seus clientes. Em um mercado participativo todos ganham e todos têm qualidade de vida. Em um mercado agressivo todos perdem pois, se analisarmos, “A longo prazo todos estaremos mortos” (In the long run we are all dead). John Maynard Keynes
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