terça-feira, 21 de agosto de 2018

Tudo depende do seu olhar para o outro 1

Parece exagero, mas você já parou para pensar que realmente tudo depende do seu olhar para o outro. Se você procurar entender e conhecer melhor o outro, sua origem, seu histórico, sua personalidade, seus gostos, sua cultura, seus medos, suas ansiedades e suas verdades, você poderá compreender melhor os seus atos. A cultura familiar e social onde o cidadão está inserido diz muito de sua personalidade. Se ele está inserido em uma família fechada, de valores tradicionais e pouco sociáveis, provavelmente ele terá enormes dificuldades para conviver e aceitar o outro e suas particularidades. O novo instiga, questiona, inibe, assusta. Estamos falando de tudo, cultura, lazer, esportes, comportamento, ideias e valores. Quando escrevemos a história de um povo devemos conhecer todas as nuances possíveis deste povo para que sejamos mais fidedignos com os fatos. Quando presenciamos os atos de uma pessoa, esses atos estão impregnados de sua personalidade, de sua cultura, de sua família e da sociologia do local onde ele vive. Somos a interação de nós mesmos com o mundo. A liberdade nos faz melhores mesmo quando não fazemos o melhor para nós mesmos. Nossos atos afetam o nosso semelhante e essa verdade exige que tenhamos um valor intrínseco à qualquer relacionamento, A HUMILDADE! Como diria minha amada Esposa Alessandra Cristina, existe a minha verdade, a sua verdade e a verdade. Saber lidar com o outro é simplesmente saber viver. Muitos conflitos poderiam ser evitados se as pessoas não procurassem impor suas verdades às outras. Conte de um até dez, não leve divergências ideológicas tão “a ferro e a fogo”. No meio que você vive, seus atos estão extremamente corretos, mas e se fossemos analisar sob outro prisma, outra cultura, outros valores. Os seus valores, assim como os valores dos outros servem-nos como referência, pontos de reflexão. São tese e antítese de mais uma dialética dinâmica que é a nossa vida. Você observa e assimila valores e fatos, os “desconstrói” e os “reconstrói” em consonância com seus valores. Eu acho muito temerária a atitude “copy and paste” de ideias, teorias e valores. Tudo deve ser avaliado sob a multiplicidade de óticas envolvidas no fato. O exemplo seria uma teoria política. Determinado político define determinadas políticas externando que essas são as melhores políticas para um desenvolvimento da sociedade como um todo. Antes de copiá-las devemos estudar a vida deste político, quais são os valores em que ele foi criado (família e sociedade), quais atitudes ele considera as melhores socialmente falando e se, fundamentalmente, elas cabem em nossa sociedade. As adaptações se fazem “Mister” para que a implementação seja “fluida” e certa. É o olhas sobre o outro, tanto sobre o político, quanto sobre a nossa sociedade, é que vai definir nossas atitudes e comportamentos. Quanto maior for o alcance das atitudes, medidas, maior deve ser o planejamento e mais organizada deve ser a sua implementação. Quanto maior for o número de pessoas afetadas, maior será o grau de insatisfação destas mesmas pessoas, portanto um PDCA é muito bem vindo sempre para minimizar as consequências dos nossos atos.

quarta-feira, 27 de junho de 2018

O trabalho e as diferenças sociais 3

A forma com que a sociedade encara seus pares indica a forma com que ela atuará profissionalmente. Se tivermos uma sociedade predadora, que encara seu semelhante como alguém a ser explorado teremos uma sociedade “selvagem” e insensível, onde o lucro e a ganancia atuam de forma veemente. Neste aspecto faz-se mister responder a uma pergunta fundamental: “Qual é o seu objetivo como pessoa?” Apesar da resposta ser individual, podemos especular sobre atuações e reflexos desta resposta dentro da sociedade como um todo. Se a pessoa se vê como um indivíduo dentro de uma sociedade complexa e múltipla, ele tem consciência de que é mais um dentro da sociedade. Ele se percebe um elemento dentro de uma enorme engrenagem onde cada um exerce sua função em prol de um conjunto harmônico. Como consequência disso ele procura socializar ao máximo sua função, para que os benefícios de sua atuação sejam os maiores e melhores possíveis. Ele tem consciência de suas virtudes e defeitos, pontos fracos e fortes e, principalmente, a sua forma de atuação. A jornada rumo ao autoconhecimento é uma ininterrupta jornada onde acertos e erros são inevitáveis. Partindo-se do pressuposto de que o indivíduo se vê como uma peça dentro de uma engrenagem ele procurará um profissional que supra suas carências de formação para maximizar sua atuação. Um engenheiro civil que quer construir um prédio em determinado terreno deverá se prescindir dos serviços de um geólogo para entender as condições do terreno onde irá construir e as necessidades fundamentais para que o projeto seja um sucesso. Poderá contar com o auxílio de um arquiteto para as perspectivas de sua planta baixa e distribuição dos cômodos. Contará com um administrador para equalizar o binômio custo x benefício. Todas essas exigências demandam custos que com certeza serão repassados ao consumidor final. Na magnitude deste custo final é que está o cerne deste texto. Se o objetivo principal deste engenheiro civil é minimizar seus custos a qualquer preço maximizando de forma predadora o seu lucro. Ele abrirá mão de toda essa assistência técnica, fazendo seu projeto estritamente sob a óptica da engenharia civil. Se a sociedade como um todo tem a mesma formação predadora ela procurará entender como uma boa aquisição o imóvel que for o mais barato possível no caso da camada de baixa renda e para a camada de renda melhor aquele que se encontrar em um local onde a maioria das pessoas considerarem de alto nível. Uma sociedade que se informa, que acredita em seus indivíduos e na capacidade individual de seus cidadãos se torna uma sociedade diferenciada. A informação é democraticamente debatida e disseminada com cada um maximizando seus conhecimentos em prol do social e procurando ter uma vida pessoal tranquila, sem atropelos mas também sem ostentação e ganância. Cada um estipulará o custo de seu trabalho de forma a que ele seja o mais socializado possível. Tratamos deste ponto como uma efetiva prática do que chamamos de individualismo responsável. Uma vida socialmente justa parte, necessariamente, de uma visão justa da sociedade para ela mesma. Essa visão reflete necessariamente na atuação do governo, mediador das relações sociais. Em cada governo deverá ter um governante atento ao que se acontece dentro de seu campo de atuação, ponderando de forma efetiva. Esse governo deve dispor de toda informação pertinente ao funcionamento da economia, podendo ou não subsidiar algum setor, caso seja necessário ou esteja dentro do campo ideológico do governo ao qual ele faz parte.

sábado, 26 de maio de 2018

E tudo realmente depende do indivíduo 1

A forma como a pessoa constrói sua individualidade influencia de forma decisiva sua atuação social. Eu acredito que o ser humano nasce uma tabua rasa1 em termos de conhecimento, não em termos de sentimentos. À medida que ele se desenvolve, cresce, estabelece contato com outros indivíduos, sua personalidade aflora e seus sentimentos e tendências se mostram e se tornam visíveis. Concomitante a isso existe, em um primeiro plano, a inter-relação familiar e as formas em que os pais vêm o mundo. A educação familiar é o fundamento para suas futuras relações. A forma com que os pais encaram o dia-a-dia, a forma com a qual foram criados, a forma com a qual criam e, fundamentalmente, a com a qual reagem aos episódios sociais em que seus filhos são envolvidos. O seu aprendizado estará intrinsecamente ligado à teoria da desconstrução2. Em uma engenharia pessoal e poderosa ele estará unindo seus sentimentos com os sentimentos de seus pais e associando-os com tudo aquilo que ele observa empiricamente. Isso o levará a atitudes emocionais, em seus primeiros momentos, na tenra infância. Esse fato, por se só, será um fato gerador de reações que poderão marcar sua vida para sempre. Neste momento o pai tornar-se-á um juiz, tendo que intervir conforme a situação. A percepção dos pais neste momento será um dos divisores de aguas, a forma com que os pais encaram a vida, será outro divisor de aguas, a vida social da família será um laboratório fantástico. Educar uma criança não é fácil, exige rever valores, conceitos, fazer adaptações e acima de tudo ser flexível. Neste ponto nos deparamos em dois grandes e distintos grupos de pais. OS CONSERVADORES3 e OS LIBERAIS4. Os conservadores consideram o mundo, embora até reconheça as mudanças, como uma rotina, uma eterna repetição do mesmo. Seus valores são fundamentados e ele acha que a permanência deles é o melhor dos mundos. Os liberais estão diametralmente ao oposto, acham que tudo é ultrapassado, procuram no novo a “Panaceia Social” e acreditam no eterno movimento, ou seja, em essência, na eterna reciclagem. O resultado da interação entre os valores adquiridos dos pais, os valores adquiridos socialmente e os seus sentimentos formará o caráter e a vida social do indivíduo. Esse novo indivíduo terá o livre arbítrio de ser totalmente conservador, totalmente liberal, conservador em alguns aspectos e liberal em outros. O fato é que dependendo da personalidade deste novo indivíduo teremos mais um cidadão comum ou um grande líder. Teremos um ditador à direita ou à esquerda. Teremos um grande empresário/grande funcionário, um funcionário que pula de empresa em empresa. Teremos um governante eficiente ou um corrupto individualista. Enfim, Tudo realmente depende do indivíduo. 1 - https://pt.wikipedia.org/wiki/T%C3%A1bula_rasa 2 - https://pt.wikipedia.org/wiki/Desconstru%C3%A7%C3%A3o 3 - https://pt.wikipedia.org/wiki/Conservadorismo 4 - https://pt.wikipedia.org/wiki/Liberalismo

sábado, 24 de março de 2018

Democracia e o contato com o outro. 1

Desde a nossa infância temos que nos acostumar com a inter-relação com outro. Quanto mais entramos em contato com o outro, seja o outro pessoa física, cultura ou comunidade (nação) maior será o nosso contato com a diversidade. O contato com o outro nos remete a ter uma família bem estruturada, pois a criança assimila (de acordo com o seu desenvolvimento cognitivo, evidentemente), desenvolve novos valores e, julgando-os, comparando-os com os familiares, teremos uma possibilidade de uma nova perspectiva familiar (alguma coisa parecida ou adaptada do PDCA https://pt.wikipedia.org/wiki/Ciclo_PDCA). A família é a origem de tudo. Gosto de pensar a família como algo vivo, ativo, mutante, inconstante e acima de tudo, imprevisível. A reação dos pais neste momento sedimentará a democracia na criança. O desenvolvimento da criança terá neste momento um fator fundamental para seu crescimento. Os pais devem relevar a argumentação da criança e argumentar de forma a aprova-los ou apresentar contra-argumentos. O importante é que dentro desta argumentação a democracia seja soberana. Que se houver pontos/temas intransponíveis, que se utilize a Dialética (https://pt.wikipedia.org/wiki/Dial%C3%A9tica). Lembre-se que para a construção de novos conceitos e valores toda pessoa se utiliza da desconstrução como ferramenta básica (https://pt.wikipedia.org/wiki/Desconstru%C3%A7%C3%A3o). São inúmeros fatores a serem levados em consideração. O importante é você pensar que a valorização da argumentação dele e, com o passar do tempo, uma possível reavaliação são elementos básicos em uma democracia. A democracia não é o melhor dos mundos, mas é o que, na média, traz mais satisfação global. A participação ativa na democracia familiar estrutura a autoestima da criança, estimula a criança a ter uma relação democrática com seus amiguinhos. Pode ser que algum dia ele se depare em uma situação de isolamento, onde a maioria, estando errada, o critique e o isole. Neste ponto é fundamental estar ao lado e apoiar, se você achar que ele esta certo, ou contra argumentar se achar que a sua posição está equivocada. Se a posição dele for firme, deixe-o a defendê-la. Estimule nele a autodefesa, a defesa de ideais (argumentando que a mudança de posicionamentos não é fraqueza nem vergonha). Procure mostrar a ele que suas posições precisam de argumentos firmes e sólidos, mostre a ele que vale a pena lutar pelo que se acredita. A defesa de posicionamentos solidifica personalidades, caráteres e acima de tudo, formas de agir e pensar. Eu gosto de pensar a democracia como a extensão do relacionar com o outro. Procure conhecer seu filho (a) profundamente, seus sentimentos, suas angustias, suas formas de ver o mundo e ele se interessarão em conhecer você profundamente. Lembre-se que o hoje e o agora é o marco zero para qualquer relação futura, seja dele, seja de você, ou de qualquer pessoa de sua família. Estar bem em família é estar bem socialmente!

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Democracia, quantidade e qualidade 2

Uma matéria que deveria ser ensinada na educação informal (em casa) e formal (escolar) é o equilíbrio financeiro. Desde a infância, e a mesada é a forma mais tradicional de se introduzir a educação financeira, o contato com o dinheiro se faz necessário. Novamente, a quantidade leva à qualidade, de outra forma, quanto mais pessoas crescerem equilibradas financeiramente, mais cidadãos participativos, mais cidadãos que procuram entender as finanças das empresas e dos governos. Um cidadão economicamente equilibrado procura votar em candidatos ao executivo que, com propostas coerentes e equilibradas, mostrarão fonte e cronograma de execução. Os desequilíbrios do balanço de pagamentos governamentais deixarão de serem manchetes rápidas e sem importância para ocuparem matérias jornalísticas com números e explicações necessárias à sua compreensão, ou seja, a quantidade produz a qualidade e demanda a democracia. Neste blog houveram duas publicações intituladas “teorias da administração na vida das famílias” onde de forma simples e cotidianas procurei socializar minha visão destas teorias voltadas para o que eu sempre convencionei chamar “chão de fábrica”. Agora não adianta nada se na escola forem ensinadas técnicas e práticas econômicas se a criança não teve educação financeira informal, se ela não tem voz ativa dentro de casa. Teremos a quantidade promovendo a qualidade e cerceada pela falta de democracia. A plena democracia exige a plena, ou pelo menos um nível de informações, divulgação das informações pertinentes à população. Dada a complexidade e quantidade exacerbada de informações técnicas, a população precisa, necessariamente, ser filtrada e “dissecada” por especialistas e/ou analistas. Em grande quantidade, as informações levaram à prática cotidiana e à análise, devido à experiência e a prática. Em um ambiente familiar equilibrado, a população passará a questionar privilégios e mordomias dos governantes em detrimento de uma população carente e sem o básico. O argumento de governantes que não há dinheiro para obras e projetos sociais seriam questionados por uma população forte, unida, integrada e ciente de suas obrigações. Obras “faraônicas”, que beneficiam a uma pequena elite em detrimento da totalidade da população também seriam questionadas. O executivo e o judiciário não escapariam deste “pente fino social”, onde seriam questionados os gastos com mordomias, seriam cobrados produtividade e profissionalismo de todos os poderes. Isso explica a promiscuidade entre os quatro poderes da republica (A imprensa é o quarto poder segundo Edmund Burque). Enquanto os quatro poderes contarem com a inercia populacional, a falta de democracia e cidadania, a cumplicidade entre eles e um sistema educacional falho (tanto à nível formal, quanto informal), se perpetuará os desmandes e as falcatruas. Não significa que tudo o que fora mencionado acima eliminará as mazelas de nossa sociedade, significa que elas diminuirão significativamente. São ideias que, longe de serem uma panaceia, merecem discussão.

Democracia, quantidade e qualidade 1

A formação politica de um povo deve advir da sua necessidade coletiva e da sua capacidade de se reunir para resolver tais demandas. Em uma sociedade da informação, as associações de moradores (seja lá a nomenclatura que tenha), poderá ser um ponto de partida para o começo do melhoramento e investimento em uma comunidade. Primordialmente o não profissionalismo desta associação se faz necessário. Suas reuniões devem ocorrer em horários em que os membros da comunidade estejam de folga de suas funções de origem. Em um país onde a educação seja universal e de qualidade, os profissionais formados em áreas específicas como direito, sociologia, ciências políticas e os cidadãos leigos devem debater as necessidades comuns e investimentos necessários. A universalização da educação proverá grandes quantidades profissionais que, imbuídos de espirito público trabalhariam para a associação. Penso em um programa de renda mínima, por parte do governo federal, onde pessoas recebem do governo, além de uma subsistência mínima, acompanhamento, por parte deste programa mínimo, sociológico, psicológico e econômico para que a permanência das pessoas neste programa seja mínima. As Faculdades e Universidades deveriam programar em seus cursos adendos de promoção social, para que os recém-formados socializem seus conhecimentos. É verdade que as famílias, através de uma educação focada no individualismo responsável*, já deveriam estar voltadas para o bem comum. Quando temos atitudes corretas individualmente, nos sentimos lesados quando o coletivo não funciona bem, pois fazemos a nossa parte. É com base nesta indignação é que se formam as associações. A democracia deve impregnar todo o clima desta associação. Advogados, engenheiros, economistas, médicos, todos devem colaborar com peso igual. O interesse deve ser o comum e, em caso de demandas de serviços externos, a associação deverá contratar tais serviços e arrecadada (com transparência e documentação) verbas necessária para a empreitada. Poderá destas associações, surgir lideranças administrativas (cargos eletivos para cargos do Executivo) ou lideranças legislativas (cargos eletivos para cargos do legislativo). Em uma sociedade colaborativa, participativa, com educação inclusiva e participativa, as lideranças se multiplicarão tornando a proibição de reeleições um incentivo a mais para quem quer colaborar, pois quem alçar a cargos eletivos terá apenas um mandato e cederão lugar para outras pessoas “oxigenando” as ideias e atitudes politico/sociais. A educação de qualidade nos remete a uma quantidade maior de cidadãos que, desfrutando de uma democracia plena, terá total oportunidade de se expressar e colocar em prática ideias e atitudes que, colocadas em assembleia e lapidadas no contexto social seriam implementadas para melhorais da nação. A divulgação destas ideias e projetos incentivaria a outros profissionais em um ciclo virtuoso produtivo. * - Ler publicações sob o título de Individualismo responsável neste blog.

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

A análise econômica multifacetada 1

A economia globalizada abrange nuances impensáveis e intangíveis em um primeiro momento. A complexa interatividade entre os agentes econômicos, entre os mercados e entre as nações e suas políticas econômicas, norteiam de forma sistemática as nossas ações futuras. As decisões Macroeconômicas (Governamentais) e Microeconômicas (empresariais) têm seus reflexos diretos na população como um todo. A repercussão destas decisões depende necessariamente da organização, politização e educação da população. De qualquer forma a base do cidadão é tudo! A necessária forma de inserção da população dentro da sociedade define sua ação coletiva. Esta analise parte do menor para o maior, ou seja, do cidadão para as relações internacionais. Em uma sociedade o primeiro contexto é o individual, depois o familiar, e se sucedem às instâncias até se chegar ao mundial. Ninguém, em sã consciência pode dizer que consegue efetuar uma análise exata de uma questão, analisando-a em todas as suas vertentes e nuances. Nem todas as características estão visíveis no momento, nem todas as conseqüências são imediatas e acima de tudo, nem todas as conclusões imediatas nos levam à melhor leitura das conseqüências. O que é fundamental deduzir é que a publicidade estará sempre a serviço dos grandes conglomerados financeiros. Dentro do capitalismo de mercado, as grandes empresas normalmente fazem lobby junto às instancias de decisões governamentais para que as decisões sejam-lhe favoráveis. As grandes empresas de publicidade, que vivem de verbas para propaganda e marketing, divulgam noticias e fazem matérias favorecendo quem paga mais e melhor, consequentemente, qualquer decisão econômica terá o viés de análise favorável aos grandes conglomerados/empresas/detentores do poder no momento. Existe uma mega estrutura de favorecimento aos grandes conglomerados e detentores do poder, de sorte que toda e qualquer medida econômica adotada terá à priori a análise favorável à mesma. Existiu um tempo em que a história findava aqui. Hoje, através do acesso à informação e as mais diversas formas de se expressar podemos quebrar esse paradigma. Não estou aqui fazendo apologia à informação sem fonte confiável nem valorizando quem fala/escreve por falar/escrever, estou propondo um grande fórum de debates. As redes sociais estão ai para que possamos nos comunicar e expressar. Não adianta grupos de advogados, engenheiros, economistas, ou qualquer outra especialidade debater sobre amenidades. Não nos leva a lugar algum! Faça valer sua formação, seja chato! Use e abuse da Desconstrução (https://pt.wikipedia.org/wiki/Desconstru%C3%A7%C3%A3o) , promova e incentive a Dialética (https://pt.wikipedia.org/wiki/Dial%C3%A9tica), enfim, seja democrático, A Análise econômica só terá validade se abranger à todos indistintamente. Quando ela apontar quem ganha e quem perde. Quando, favorecer a maioria, mas não prejudicar (ou prejudicar pouco) a minoria. Quando fornecer subsídios que diminua tanto o favorecimento aos grandes quanto o desfavorecimento dos pequenos. Precisamos, acima de tudo de informações confiáveis e verídicas!